Activistas em greve de fome contra bloqueio à Flotilha da Liberdade
 
Seis ativistas espanhóis iniciaram esta segunda-feira uma guerra de fome em protesto contra o bloqueio à II Flotilha da Liberdade que foi impedida pelo governo grego de navegar rumo à Faixa de Gaza.
 

Os tripulantes do barco Guernica, bloqueado há dez dias, e que se encontram entrincheirados na embaixada espanhola, pretendem desta forma pressionar o governo espanhol a interceder para que a Grécia permita a sua saída do porto grego de Kolimpari.

Os seis activistas do movimento Rumbo a Gaza Rafael Palacios, Elvira Souto, Antón Gómez-Reino, Diego Cañamero, Miguel San Miguel y Mikel Zuloaga contam com apoios no parlamento espanhol. Porta-vozes dos partidos ERC, BNG, IU e ICV já solicitaram à Ministra dos Assuntos Exteriores, Trinidad Jiménez, que faça pressão para que o governo grego libere os navios que compõem a Flotilha da Liberdade, adiantando que esta “é uma oportunidade excelente para demonstrar solidariedade para com uma causa justa que só pretende abastecer o povo palestiniano de produtos de primeira necessidade”.

Os activistas em greve de fome receberam, através do embaixador espanhol, “ uma comunicação oficial do mais alto nível do Ministério de Assuntos Exteriores e Cooperação na qual o mesmo anuncia que não vai tomar qualquer compromisso público relativo à liberação do Guernica”.

O objectivo dos tripulantes desta embarcação, assim como de todas as outras que compõem a segunda Flotilha da Liberdade, é romper o bloqueio israelita à Faixa de Gaza imposto desde 2007 e levar ajuda humanitária até esta região.

 
 
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