Quatro dos maiores bancos mundiais estão em risco de falência?
 
Tendo em conta a situação que os bancos norte-americanos e europeus têm passado, destaca-se o nome de quatro bancos que poderão estar à beira da falência ou de ser salvos novamente pelos governos nacionais, já que são “demasiado grandes para falir”. Extrato do artigo “Estamos perante a segunda crise bancária?” de Oscar Ugarteche e Leonel Carranco.
 

Quatro dos maiores bancos mundiais estão em risco de falência?

Tendo em conta a situação que os bancos norte-americanos e europeus têm passado, destaca-se o nome de quatro bancos que poderão estar à beira da falência ou de ser salvos novamente pelos governos nacionais, já que são “demasiado grandes para falir”. Extracto do artigo “Estamos perante a segunda crise bancária?” de Oscar Ugarteche e Leonel Carranco.
Bank of America - Foto de lewisha1990/Flickr
Bank of America - Foto de lewisha1990/Flickr

A má situação do Bank of America

O Bank of America, - o banco mais importante dos Estados Unidos em activos e empréstimos – está a passar por graves problemas financeiros em tal grau que pode ser comprado pelo JP Morgan, assim anunciou a 23 de Agosto de 2011 o Wall Street Journal através do seu blogue 24/7 Wall St. 1 com base em rumores que estão a ganhar força dentro da praça financeira norte-americana. A transacção de compra seria feita com a ajuda do governo norte-americano o qual desembolsaria cerca de 100 mil milhões de dólares.

O blogue do WSJ refere que o Business Insider calcula que o Bank of America necessitará entre 100 e 200 mil milhões de dólares para reforçar as suas contas2. Isto significa uma falência técnica do Bank of America, mas como se viu na primeira crise bancária de 2008-2009, os grandes bancos não vão à falência, fundem-se porque são demasiado importantes para falir.

Notemos que o Bank of America no seu informe do segundo trimestre publicou as maiores perdas da sua história num montante de 9.127 milhões de dólares. Estas perdas estão associadas, em grande medida, com hipotecas de segunda geração.3 Trata-se de hipotecas que foram boas mas que se deterioraram pelo elevado desemprego e pelas más remunerações norte-americanas, em especial a partir de 2008.

No início do ano o preço das acções do Bank of America era de 14,19 dólares e a 22 de Setembro (no fecho da bolsa), - um dia depois da declaração de Bernanke sobre a gestão da política monetária dos Estados Unidos4 -, o preço das acções foi de 6,06 dólares o que significa uma queda de 57,3% em cerca de nove meses, sem deixar de mencionar que no dia 8 de Agosto houve uma forte queda, de 20,32%, causada pela baixa do rating da dívida dos Estados Unidos.

O preço de 6,06 dólares por acção significa que os investidores não acreditam no preço das acções dos livros de contabilidade do Bank of America (21,45 dólares), dado publicado no segundo informe do balancete financeiro deste banco. Isto é, os investidores crêem que o verdadeiro preço das acções do Bank of America vale menos de um terço do que os livros de contabilidade deste banco dizem.

Jonathan Weil, colunista da Bloomberg, disse que o mercado percebe que “mais de metade do valor da empresa que está nos livros é falso, por que os activos estão sobrevalorizados ou os passivos subestimados, ou por uma combinação dos dois”5.

A má situação financeira do Bank of America levou-o a tomar a decisão de começar a vender activos que, segundo o banco, lhe são complementares. Entre estas decisões está a venda de uma carteira de investimentos imobiliários por um valor de mil milhões de dólares assim como outra de hipotecas vendida por 500 milhões de dólares à empresa estatal de hipotecas Fannie Mae. Também vendeu o TD Bank Group um negócio de cartões de crédito avaliado em 8.600 milhões de dólares6. Os dois últimos anúncios foram a 30 de Agosto quando vendeu as acções que possuía do Banco de Construção da China por um valor de 8.300 milhões de dólares7, e o segundo é a muito possível venda da sua participação na Pizza Hut por um montante de 800 milhões de dólares.8

Warren Buffet no resgate

No dia 25 de Agosto, e tendo como ambiente uma maior desconfiança dos investidores na solidez financeira deste banco, Buffet, um dos mais poderosos investidores do mundo, participou no resgate do Bank of America comprando acções preferenciais (que não se vendem a qualquer um) num valor de 5.000 milhões de dólares9, o que representa aproximadamente 6,5% do capital social do banco10. Isto levou a que as acções aumentassem 20% de 25 a 29 de Agosto mas este momento de subida mudou a 30 de Agosto registando-se uma queda de 13,6% em relação ao preço de fecho de 2 de Setembro. O saldo geral do impacto da injecção de capital por parte de Buffet a 2 de Setembro foi um aumento de 3,8% do preço das acções.

Este facto mostra-nos que o maior banco dos Estados Unidos está a passar por grandes problemas financeiros, muito ligados à sua carteira de investimentos imobiliários. Recordemos que há dois processos relacionados com este tema, um da parte da AIG e o montante pedido é de 10.000 milhões de dólares11 e o outro por parte da Agência Federal de Financiamento à Habitação (FHFA, segundo as suas siglas em inglês) num montante de 24.800 milhões de dólares12.

O peso do Bank of America

O valor dos activos do Bank of America no primeiro trimestre de 2011 foi de 2,3 biliões de dólares (triliões em inglês) enquanto que em derivados foi de 72,7 biliões de dólares. Uma gestão de valores em derivados equivalente a 32 vezes o montante dos seus activos13. Este banco representa aproximadamente 22,6% do mercado de derivados e 17% do total dos activos bancários dos Estados Unidos.

Se compararmos o valor dos activos do banco em 2010 com o Produto Interno Bruto da zona euro, teríamos que os activos do Bank of America em 2010 representam 88% do PIB da França e 68% do PIB da Alemanha. O valor destes activos é de 7,4 vezes o PIB da Grécia, 9,9 o PIB de Portugal, 1,1 o da Itália e 1,6 vezes em relação ao de Espanha.

Os problemas do Goldman Sachs e da UBS

A 15 de Setembro de 2008 foi dada a notícia da falência do Lehman Brother's; novamente a 15 de Setembro, mas deste ano, surgiam duas notícias muito importantes no âmbito financeiro. A primeira do encerramento do que foi o mais importante hedge funddo Goldman Sachs e a segunda das perdas declaradas pelo banco suíco UBS, as quais ascendem ao montante de 2.000 milhões de dólares.

O Goldman Sachs anunciou o encerramento, entenda-se como uma falência, do seu hedge fundAlpha Global14, que fora catalogado como a jóia da coroa daquele banco15. Este fundo tinha perdido, durante este ano, 12% do seu valor16, o que representava uma segunda queda em quatro, uma vez que em Setembro de 2008 teve uma queda de 22%17, sendo um dos acontecimentos que iniciou o caminho para a Grande Recessão18.

A esta notícia sumou-se a de que um operador estabelecido em Londres e pertencente ao banco UBS tinha incorrido numa fraude que provocara perdas do banco no montante de 2.000 milhões de dólares19, algo que relembra a fraude no banco francês Societé Générale em Janeiro de 2008 num montante de 5.000 milhões de dólares20.

A fraude de 2.000 milhões de dólares, segundo a versão do banco UBS, levanta dúvidas sobre como o operador pôde ultrapassar os controles internos num montante de tal tamanho. Se este montante em vez de ser perdas fossem lucros então, como menciona o editor principal da CNBC John Carney, não lhe estariam a chamar desonesto mas teria ascendido a vice-presidente ou director geral de algum departamento do banco suíco21. Tduo isto levanta a interrogação: Quantas destas fraudes haverá na banca mundial? Recordemos Barinas, falecido em 1994 numa operação análoga em que os controlos internos não funcionaram22.

Os problemas do Commerzbank

À situação de deterioração do Bank of America não é estranha o banco alemão Commerzbank – o segundo mais importante da Alemanha – que está a passar por graves problemas financeiros, mas diferentemente do banco norte-americano, o Commerzbank tem problemas pela sua elevada exposição em valores emitidos pelos países europeus altamente endividados.

No início do ano o preço das acções do Commerzbank era de 5,636 euros e a 22 de Setembro (no fecho) o preço das acções foi de 1,56 dólares o que significa uma queda de 72,3% durante este ano. É importante mencionar que a 10 de Agosto este banco anunciou que os seus lucros do segundo trimestre, comparados com os do primeiro, tinham caído 93% devido aos problemas que tem a sua carteira de investimentos relacionados com a dívida soberana da Grécia.23

A alquimia dos bancos alemães

Um dos problemas que a desregulação financeira e a contabilidade creativa trouxeram, foi o de esconder os problemas financeiros de qualquer empresa, temos exemplos clássicos disso no Long-Term Capital Management e no Enron que faliram em 1998 e 2001, respectivamente.

Yalman Onaran escreveu um importante artigo na Bloomberg intitulado “Global bank capital regime at risk as regulator spar over rules”24, onde fala sobre os problemas existentes nos bancos europeus e norte-americanos, para que eles cumpram as normas escritas em Basileia III. Destaca-se o caso da banca alemã onde existe um elevado uso dos valores híbridos (também conhecidos como “silent participations”), os quais se contabilizam como dívida e capital ao mesmo tempo mas que estruturalmente são passivos. Estes valores híbridos em certas ocasiões chegam a representar 50% do capital das entidades financeiras dentro da Alemanha; temos um caso concreto no banco Landesbank Hessen-Thuering que foi retirado em 2010 dos testes de stress devido a ter um elevado montante de capitais híbridos.

No caso do banco Commeszbank estes valores estão contabilizados como activos.25 É importante mencionar que durante a crise bancária de 2008 este banco vendeu ao governo alemão 2.750 milhões de euros em valores híbridos que foram convertidos em acções.26 Isto é os alquimistas do governo alemão a partir da contabilidade creativa e da engenharia financeira (parecidos neste caso com a pedra filosofal) fizeram uma transmutação de um valor que pela sua estrutura espresenta um passivo numa acção financeira convertendo empréstimos em entradas de capital.

A França e a sua banca com problemas

Depois da baixa de qualificação dos Estados Unidos por parte da Standard and Poor's, a pergunta é: Que país se segue?, os rumores começaram a surgir de que o seguinte seria a França. No dia 10 de Agosto de 2011, as acções francesas foram afectadas pelo rumor de uma possível baixa do triplo AAA27 na notação financeira da dívida do governo francês por parte da Moody's mas isto não aconteceu, nesse mesmo dia tanto a Moody's como a Standard and Poor's vieram ratificar o nível de qualificação28.

Estes rumores levaram a que, no dia 24 de Agosto, o governo francês tenha anunciado um plano para reduzir o seu défice fiscal. O plano consiste num aumento das receitas em 10.000 milhões de euros por meio de aumentos de impostos assim como cortes nas isenções e incentivos fiscais que estavam a ser utilizados para estimular o crescimento económico.29 A França finalizou o ano de 2010 com um défice fiscal no valor de 7% do PIB,30 enquanto que a sua dívida actual é de 86,7% e a privada externa de 208%31.

Ao problema da notação da dívida pública francesa há que sumar a má situação da sua banca privada. A 14 de Setembro a Moody's anunciou a baixa da notação dos bancos Societé Générale e Crédit Agricole e pôs em revisão a notação do BNP Paribas; estes são os três mais importantes bancos dentro do país. A causa do abaixamento da notação financeira deve-se à deterioração financeira provocada pelas dívidas soberanas que mantêm nos seus balancetes, principalmente à dívida grega.32 Entre 3 de Janeiro e 22 de Setembro deste ano o preço das acções do BNP Paribas caíu 53,2% o Société Générale 63,4% e o Crédit Agricole 57%.

Os despedimentos no sector bancário

A 12 de Setembro, Brian Moynihan, director geral do Bank of America anunciou o corte de 30 mil postos de trabalho a nível internacional33, isto com base no seu plano de reestruturação chamado “New BAC” apresentado em Abril deste ano para tentar aumentar a rentabilidade e o capital deste banco34. Enquanto que os bancos europeus anunciaram 67.000 despedimentos entre Janeiro e Agosto deste ano, dos quais 50.000 foram da banca do Reino Unido35. Então temos que durante este ano, (Janeiro-Setembro) a banca europeia e norte-americana cortaram 97.000 empregos.

Estes números fazem-nos recordar duas situações já vividas, a primeira foi o despedimento de 116.000 trabalhadores do sector bancário durante a crise financeira do ano 2001. A segunda tem a ver com o despedimento de 130.000 pessoas entre Janeiro e Outubro de 2008. Recordemos que nesse ano, mas no dia 15 de Setembro, o banco de investimentos Lehman Brother's declarou-se em falência, facto que detonou uma crise bancária e a sua consequente recessão económica.

Considerações finais: Os bancos candidatos à falência, à fusão ou a serem novamente salvos

Tendo em conta a situação que os bancos norte-americanos e europeus têm passado, destaca-se o nome de quatro bancos que poderão estar à beira da falência ou de ser salvos novamente pelos governos nacionais, já que são “demasiado grandes para falir”. Os seus nomes são: Bank of America, Crédit Agricole, Commerszbank e Societé Générale. Os últimos dois bancos apresentaram uma importante queda do preço das suas acções, nos nove meses deste ano, 72,3% e 63,4%, respectivamente (ver quadro 1). Quando os preços das acções têm quedas de dois dígitos, começam a soar os alarmes nos investidores e ainda mais quando se apresenta a situação de uma tendência de forte baixa.

Quadro 1: preço das acções dos bancos (2011)

Os bancos que poderão falir ou ser novamente salvos

 

3 de Janeiro

22 de Setembro

Var. %

Bank of America*

14,190

6,060

-57,3

Commerzbank

5,636

1,560

-72,3

Crédit Agricole

9,839

4,220

-57,1

Societé Générale

41,840

15,310

-63,4

Fonte: Elaborada por Oscar Ugarteche e Leonel Carranco com base nos dados publicados por google Finance

* O preço das acções do Bank of America estão em dólares, todos os demais estão em euros.


Recordemos que a agência de rating Moody's anunciou a 21 de Setembro o corte da notação da dívida de curto prazo de três dos mais importantes bancos dos Estados Unidos: Bank of America, Citigroup e Wells Fargo36.

A forte queda dos preços das acções do sector bancário nos Estados Unidos e na Europa é muito parecida com a crise bancária desencadeada pela falência do Lehman Brother's em Setembro de 2008.

Três anos depois desta data, encontramo-nos novamente em vésperas de uma nova crise bancária e portanto financeira a nível internacional, assim o assinala a empresa PIMCO, a qual é a maior a nível internacional na comercialização de títulos.37

Extracto do artigo “Estamos perante a segunda crise bancária? - Notícias da crise 2011” de Oscar Ugarteche38 e Leonel Carranco39, que foi publicado no site do Observatório Económico da América Latina (obela.org). Tradução de Carlos Santos para esquerda.net


1 Disponível em http://247wallst.com/2011/08/23/jp-morganmay-take-over-bank-of-america/

2 Disponível em http://www.businessinsider.com/bank-ofamericas-stock-collapse-2011-8?op=1

3 Bank of America, Supplement information, Second Quarter 2011, Disponível em http://phx.corporateir.net/External.File?item=UGFyZW50SUQ9MTAwNDAzfENoaWxkSUQ9LTF8VHlwZT0z&t=1

4 Ver: http://www.federalreserve.gov/newsevents/press/monetary/

5 Disponível em: http://www.bloomberg.com/news/2011-07-21/curse-the-geniuses-who-built-bank-of-america-jonathanweil-1-.html

6 Disponível em: http://www.businessinsider.com/bank-ofamericas-fire-sale-2011-8

7 Ver: http://www.reuters.com/article/2011/08/30/usbankofamerica-ccb-idUSTRE77S2MO20110830

8 Ver: http://www.bloomberg.com/news/2011-09-22/bankof-america-said-to-seek-800-million-in-sale-of-pizza-hutfranchise.html

9 Ver: http://www.marketwatch.com/story/buffetts-bofainvestment-is-the-new-tarp-2011-08-25?dist=countdown

10 Ver: http://www.marketwatch.com/story/sorry-warrenbank-of-america-still-stinks-2011-08-30?link=MW_story_investinginsight

11 Ver: http://www.nytimes.com/2011/08/08/business/aig-tosue-bank-of-america-over-mortgagebonds.html?pagewanted=all

12 Ver: http://www.bloomberg.com/news/2011-09-02/barclays-bank-of-america-are-sued-by-fhfa-overmortgage-backed-securities.html

13 “Office of the comptroller of the currency , OCC´s Quarterly report on bank trading and derivatives activities first quarter 2011”. Disponível em http://www.occ.treas.gov/topics/capitalmarkets/financial-markets/trading/derivatives/dq111.pdf

14 Este hedge fundactuava no comércio quantitativo o qual utiliza modelos computacionais altamente sofisticados para aproveitar rápidamente as oportunidades nos mercados

15 Ver: http://www.cnbc.com/id/44549144

16 Ver: http://www.eleconomista.es/mercadoscotizaciones/noticias/3379250/09/11/ocaso-de-un-hedgefund-goldman-sachs-echara-el-cierre-global-alpha.html

17 Ver: http://www.reuters.com/article/2011/09/16/usgoldmansachs-hedgefund-idUSTRE78F28Y20110916

18 Ver: http://www.bloomberg.com/news/2011-09-16/goldman-s-global-alpha-reaches-its-omega-moment-theticker.html

19 Ver: http://www.businessweek.com/news/2011-09-18/ubschief-gruebel-dismisses-calls-to-resign-after-trading-loss.html

20 Ver: http://www.elpais.com/articulo/internacional/policia/britanica/acusa/broker/UBS/contabilidad/falsa/delito/fraude/elpepuint/20110916elpepuint_10/Tes

21 Ver: http://www.cnbc.com/id/44533146

22 Ver: http://redordead.wordpress.com/2009/08/15/thevictorian-remixes-the-demise-of-barings-bank-a-lesson-inrisk-management-internal-controls-and-regulations/

23 Ver: http://www.marketwatch.com/story/commerzbankprofit-falls-93-on-greek-impairment-2011-08-10

24 Ver: http://www.bloomberg.com/news/2011-08-19/globalbank-capital-regime-at-risk-as-regulators-spar-over-rules.html

25 Ibidem

26 Ver: http://www.ft.com/intl/cms/s/0/b44410e0-6010-11e0-abba-00144feab49a.html#axzz1X3q1aSC2

27 Disponível em http://www.marketwatch.com/story/fornext-rating-downgrade-sp-may-look-at-france-2011-08-10?dist=afterbell

28 Disponível em: http://www.bloomberg.com/news/2011-08-10/french-aaa-credit-affirmed-by-standard-poor-s-moody-samid-market-rout.html

29 Disponível em:http://www.reuters.com/article/2011/08/24/france-budgetidUSLDE77N04F20110824

30 Disponível em: http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/2-26042011-AP/EN/2-26042011-AP-EN.PDF

31 Ver: http://www.usdebtclock.org/world-debt-clock.html

32 Ver: http://www.theage.com.au/business/worldbusiness/french-banks-downgraded-by-moodys-20110914-1k95o.html

33 Ver: http://www.nytimes.com/2011/09/13/business/ceopromises-cuts-at-bank-ofamerica.html?_r=1&ref=layoffsandjobreductions

34 Ver: http://www.charlotteobserver.com/2011/09/02/2574344/bank-of-america-layoffs-could.html

35 Ver: http://www.bloomberg.com/news/2011-08-23/european-bank-job-bloodbath-surpasses-40-000-as-ubscuts-workforce-by-5-.html

36 Ver: http://www.marketwatch.com/story/moodys-cutscitigroup-to-p-2-affirms-p-1-2011-09-21?link=MW_home_latest_news

37 Ver: http://www.bloomberg.com/news/2011-09-22/elerian-says-world-is-on-eve-of-next-financial-crisis-oversovereign-debt.html

38 Oscar Ugarteche – Economista peruano e investigador do Instituto de Investigações Económicas da Universidade Nacional do México (UNAM)

39 Leonel Carranco - Colaborador do Observatório Económico da América Latina da UNAM

 
 
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