Pressões internacionais levam a governo de bloco central na Grécia
 
Depois das promessas de eleições e de um referendo, os gregos acordaram hoje com um novo governo na calha. O PASOK, no governo, e o principal partido da oposição de direita deverão formar uma grande coligação para negociar mais um plano de austeridade.
 
Pressões internacionais levam a governo de bloco central na Grécia

A semana mais agitada da vida política grega terminou este domingo, com um princípio de acordo para um governo de “unidade nacional” entre o PASOK, no governo, e a Nova Democracia, partido que liderou a Grécia até ao pedido de resgate internacional. As bases para o acordo só serão conhecidas hoje, mas já se sabe que o actual primeiro-ministro não fará parte do executivo interino.

O novo governo diz que pretende convocar eleições mal tenha desenhado um novo plano de austeridade e assegurado a próxima tranche do empréstimo da troika, suspensa na sequência das pressões da União Europeia após o anúncio de referendo.

Depois de vários responsáveis europeus, incluindo elementos do governo alemão e francês, terem colocado em causa a permanência da Grécia no Euro e na própria União no caso de uma hipotética vitória do “não” no referendo anunciado por Papandreus, o comissário europeu para a Economia reconheceu, oficialmente, que Comissão tem pressionado a Grécia para uma grande coligação entre os principais partidos.  

“Temos pedido um governo de unidade nacional e mantemo-nos convencido de que esta é a melhor maneira de restaurar a confiança e cumprir os compromissos”, declarou Olli Rehn. Há vários dias que, sem serem citados, responsáveis da União Europeia vêm afirmando que um governo de “unidade nacional” é condição essencial para a manutenção do financiamento internacional à Grécia e para implementar mais um plano de austeridade.

Ainda hoje, em entrevista ao jornal de maior tiragem do país, o ministro da Economia da Alemanha ameaçou a Grécia, dizendo que “a paciência tem limites” e que “não deve haver atrasos no processo de reformas. Os gregos têm uma escolha: reformas no espaço do euro ou nenhuma reforma e abandoná-lo. Não há uma terceira via”.

Fonte: Esquerda.net

 
 
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