Mais de metade dos jovens até 25 anos ganha menos de 500 euros
 
De acordo com um estudo divulgado pela CGTP sobre o emprego e o estatuto social dos jovens, 51% dos jovens trabalhadores com menos de 25 anos têm um salário inferior a 500 euros. O mesmo acontece com 24,5% dos jovens entre os 25 e os 34 anos.
 
O estudo aponta para que 40% dos jovens tenham um contrato de trabalho a prazo e um quarto ocupe postos de trabalho de baixa qualificação.
O estudo aponta para que 40% dos jovens tenham um contrato de trabalho a prazo e um quarto ocupe postos de trabalho de baixa qualificação.

O estudo, que terá sido realizado pela CGTP-IN no âmbito do Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, regista uma notória uma desvalorização do estatuto laboral e social dos jovens.

Uma das primeiras conclusões expressas no documento diz respeito ao facto de, atualmente, os jovens dependerem “até idades relativamente avançadas do apoio das famílias”. As dificuldades de “inserção em emprego estável” e as fracas condições materiais explicam, em grande parte, este fenómeno.

Segundo o estudo, existe uma vulnerabilidade dos jovens face ao emprego, sobretudo no caso dos jovens pouco qualificados. “A transição entre a escola e a obtenção de um emprego estável é longa; o risco da precariedade de emprego é muito mais acentuado; há desajustamentos frequentes entre as habilitações e o nível de qualificação das profissões exercidas; a regulação do trabalho e do emprego tende a fixar normas menos favoráveis para os jovens”, refere o documento.

Cerca de 40% dos jovens tenham um contrato de trabalho a prazo e um quarto ocupe postos de trabalho de baixa qualificação, conclui a CGTP.

Os jovens são também os mais penalizados pelo desemprego, nomeadamente o desemprego de longa duração, sendo que o grupo etário dos 25 aos 35 anos é aquele onde o regresso ao mercado de trabalho está a ser mais problemático.  

 
 
ver todos os artigos