Israel corta relações com o Conselho de Direitos Humanos da ONU
 
O Governo de Israel cortou relações com o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em resposta à abertura de um inquérito internacional à construção de novos colonatos judaicos na Cisjordânia. Fonte: esquerda.net
 
Os responsáveis da Autoridade Palestiniana lembram que a construção de colonatos judaicos foi já considerada ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça.
Os responsáveis da Autoridade Palestiniana lembram que a construção de colonatos judaicos foi já considerada ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça.

A decisão do corte de relações com o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, anunciada por um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, tem como implicação prática que os peritos designados pelas Nações Unidas não serão autorizados a entrar em Israel.

O inquérito internacional à construção de novos colonatos judaicos na Cisjordânia foi lançado na quinta-feira da semana passada, contra a vontade expressa dos Estados Unidos, que se opuseram à iniciativa da Autoridade Palestiniana.

"Já não estamos a trabalhar em conjunto com eles", afirmou Yigal Palmor, citado pelo Público, a partir da Reuters. "Estávamos a participar em reuniões, em discussões e na preparação das visitas a Israel. Tudo isso acabou”, declarou o porta-voz .

Os líderes israelitas condenaram a decisão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, considerando-a “hipócrita” e “preconceituosa em relação a Israel”. “Eles tomam sistematicamente decisões e fazem condenações contra Israel sem levarem em consideração as nossas posições”, criticou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.

Em causa está o processo de paz, centro da decisão da ONU

Para o Conselho de Direitos Humanos das Nações, a intenção do Governo de Israel põe em causa o processo de paz na região e ameaça a chamada "solução de dois Estados", com vista à criação de um Estado palestiniano independente. Por esta razão, este órgão da ONU condenou os planos de construção de um novo complexo habitacional para os colonos judeus na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

Meio milhão de israelitas e dois milhões e meio de palestinianos vivem na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, duas áreas controladas por Israel desde a guerra de 1967. Os palestinianos reivindicam este território para a criação de um futuro Estado independente, juntamente com a Faixa de Gaza – uma área actualmente controlada pelo Hamas.

Os responsáveis da Autoridade Palestiniana lembram que a construção de colonatos judaicos foi já considerada ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça e que tal medida impede o desenvolvimento de um Estado viável.

 
 
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