Metalúrgicos da General Motors farão protesto no Salão do Automóvel
 
Na manifestação, que será realizada no próximo sábado (27), os trabalhadores vão protestar contra os planos de demissões da GM, que devem atingir 1.840 funcionários até janeiro de 2013. Fonte: Jornal Brasil de Fato.
 
25/10/2012 No próximo sábado (27), os metalúrgicos da General Motors realizarão um protesto em frente ao Pavilhão de Exposições do Anhembi, onde acontece a 27ª edição do Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo. O objetivo da manifestação é protestar contra os planos de demissões da GM no estado, que devem atingir 1.840 funcionários até janeiro de 2013. A manifestação será composta em grande parte por trabalhadores da GM que estão em layoff – com contratos de trabalho suspensos – e que correm o risco de serem demitidos depois do dia 26 de janeiro de 2013. De acordo com o sindicato, “desde agosto, mais de 230 funcionários já aderiram ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) aberto pela montadora”. “A escolha do Salão do Automóvel como palco para manifestação é justamente para dar maior visibilidade à situação vivida pelos trabalhadores. Queremos mostrar a contradição da GM, que investe em tecnologia, é beneficiada por redução fiscal e, ao mesmo tempo, penaliza seus funcionários”, afirmou em nota o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá. Isenção fiscal O Salão do Automóvel também foi utilizado como palco pela presidenta Dilma Rousseff para anunciar a prorrogação até o final deste ano da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis novos. No anúncio, feito na abertura do evento nessa quarta-feira (24), a presidenta disse que o “sucesso do Brasil é o sucesso da indústria automobilística”, em referência ao fato de o setor ser considerado um termômetro da economia e apresentar participação de 5% na formação do Produto Interno Bruto (PIB). Em agosto, as vendas de veículos bateram recorde por causa do IPI menor. Segundo balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram vendidas 420.080 unidades naquele mês. “É evidente que as montadoras não precisam demitir. Elas estão ganhando dinheiro como nunca e recebendo milhões em benefícios do governo. O Sindicato dos Metalúrgicos e os trabalhadores continuarão cobrando da presidente Dilma medidas imediatas que garantam a manutenção dos empregos. Com esta manifestação, queremos chamar a atenção dos consumidores, das montadoras e do governo para o absurdo desses planos de demissão”, afirma em nota o secretário-geral do sindicato, Luiz Carlos Prates. A prorrogação do IPI resultará em uma renúncia fiscal por parte do governo federal de cerca de R$ 800 milhões nos próximos dois meses. A medida, colocada em prática em maio deste ano e prorrogara pela primeira vez em agosto, visa manter as vendas e investimentos no setor. Em contrapartida ao incentivo dado pelo governo federal, as montadoras deveriam manter os postos de trabalho. Apesar disso, desde julho, os trabalhadores da GM em São José dos Campos vivem sob ameaça de demissão em massa, com o anúncio do fechamento de linhas de montagem da fábrica. De acordo com o sindicato, a montadora pretende levar a produção para sua filial em Rosário, na Argentina. O protesto dos trabalhadores da GM neste sábado começará às 14 horas. O Salão do Automóvel fica no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na avenida Olavo Fontoura, 1.209, no bairro de Santana, na zona norte da capital paulista. (com informações da Agência Brasil e do Sindimetal-SJC)
 
 
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