Sindicatos contestam austeridade e desemprego em Bruxelas
 
Representantes e ativistas sindicais de vários países europeus, entre os quais alguns dos mais atingidos pelas medidas punitivas de Bruxelas, reuniram-se durante a tarde de quinta-feira no Parque do Centenário, na capital belga. A Esquerda Unitária (GUE/NGL) apoiou a iniciativa. Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu.
 
Artigo | 14 Março, 2013 - A mobilização sindical foi organizada pelos sindicatos belgas e pela Confederação Europeia de Sindicatos por ocasião do Conselho Europeu da Primavera, cimeira realizada a pouca distância da concentração. O fim da austeridade e a criação de emprego, principalmente para os mais jovens, foram as exigências principais da ação sindical, na qual participaram centrais e sindicatos da Bélgica, Espanha, França, Itália, Portugal, Grécia, Luxemburgo e Alemanha. Vive-se "uma situação social de emergência", reconheceram os participantes na concentração. A austeridade está "a mergulhar os países na recessão", acrescentaram. "As consequências económicas e sociais da crise atingiram o limite do que é aceitável em numerosos Estados membros da UE", denunciaram ainda. Bernardette Ségol, secretária geral da Confederação Europeia de Sindicatos, declarou que "a austeridade é um fracasso; não resultou na redução dos défices e teve um efeito social e económico devastador". As organizações sindicais presentes na concentração de Bruxelas salientaram a necessidade de criar emprego para os jovens com menos de 25 anos: 5,7 milhões desempregados na União Europeia, 3,6 milhões dos quais na Zona Euro. Movimentos sociais contra a austeridade juntaram-se à concentração sindical, no âmbito dos dias de luta contra o Conselho Europeu. A manifestação que pretendiam organizar foi proibida pela polícia de Bruxelas invocando falta de recursos e a necessidade de garantir a "mobilidade" dos dirigentes europeus.
 
 
ver todos os artigos