Suécia: milhares manifestam-se contra a entrada da extrema-direita no Parlamento
 
A entrada no Parlamento sueco de um partido de extrema-direita levou seis mil pessoas às ruas de Estocolmo, em sinal de protesto e outras mil em Gotemburgo. Levavam cartazes onde se lia “Não queremos racistas no Parlamento".
 

À volta do slogan “Não queremos racistas no Parlamento", e palavras de ordem como “Somos pela diferença” e “Sim à vida em conjunto, não ao racismo!”, cerca de seis mil suecos respondiam às posições anti-imigração do Democratas da Suécia (SD), segundo os números da polícia.

No domingo passado, o partido de extrema-direita de Jimmie Akesson conseguiu eleger 20 deputados, inviabilizando uma maioria da coligação de centro-direita e arrastando o país para um cenário de incerteza política. 

A manifestação foi lançada através do Facebook por Felicia Margineanu, uma jovem de 17 anos de Sollentuna, residente na capital, segundo o site do jornal “Expressen”, citado pelo Público.

Em Gotemburgo, a segunda cidade sueca, realizou-se uma outra manifestação anti-SD que juntou cerca de mil pessoas.

“Ao estarmos aqui mostramos ao Governo que não os queremos no Parlamento”, ao contrário dos 5,8 por cento dos eleitores que votaram neles, dizia um dos manifestantes.

Uma nova manifestação de protesto contra a entrada da extrema-direita no parlamento sueco está prevista para 4 de Outubro em Estocolmo.

O primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt, que espera ainda poder convencer o partido dos Verdes (aliado dos social-democratas) a juntar-se à sua coligação, que se ficou pelos 49,3 por cento, afirmou esta segunda-feira que conta anunciar a composição do novo Governo antes do dia 4 de Outubro.
 

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