Protesto pela redução das tarifas toma as ruas de São Paulo pelo segundo dia consecutivo
 
Organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL), manifestação durou cerca de uma hora e meia; cerca de 5 mil pessoas participaram do ato pacífico. José Francisco Neto. Fonte: jornal Brasil de Fato
 
07/06/2013 - O protesto pela redução das tarifas do transporte público tomou as ruas de São Paulo pelo segundo dia seguido. Cerca de 5 mil manifestantes saíram do Largo da Batata, em Pinheiros, nesta sexta-feira (7), e seguiram pela Avenida Faria Lima. Depois passaram pela rua Eusébio Matoso rumo à Marginal do Pinheiros, até chegarem na Avenida das Nações Unidas. A manifestação durou cerca de uma hora e meia. Um forte aparato da polícia militar foi cercando os manifestantes durante todo o trajeto. Mesmo o protesto seguindo de maneira pacífica, policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo nas pessoas, causando irritação nos olhos de quem passava pelo local. Os manifestantes prosseguiram a caminhada até chegar novamente no Largo da Batata. O protesto terminou sem nenhum ferido. “Esse protesto foi espontâneo, as pessoas estavam animadas, com vontade de protestar e elas mesmas tiveram uma demanda de seguir as manifestações nessa semana”, diz Marcelo Hotimsky, membro do Movimento Passe Livre (MPL). Ao longo do trajeto, comerciantes, passageiros, pessoas que estavam em bares, saíram para ver o que estava ocorrendo. Muitas até ergueram os braços junto aos manifestantes e gritaram as palavras de ordem. “Esse aumento da passagem é uma roubalheira. Eu apoio a causa”, disse uma comerciante. Para Hotimsky, a dura repressão da polícia militar durante o ato dessa quinta-feira (6) na avenida paulista, fez com que diversas pessoas ficassem revoltadas e aderissem ao protesto junto aos movimentos sociais. Durante o primeiro dia de protesto, a PM reprimiu duramente os manifestantes, deixando vários feridos, de acordo com o MPL. “Grande parte das pessoas que estavam na rua, viram a truculência da polícia. Elas também ficaram indignadas e vieram pra cá”, completou. As tarifas de trem, metrô e ônibus subiram de R$3,00 para R$3,20 no último dia 2. O objetivo do MPL é conseguir a revogação do aumento. Além disso, o movimento reivindica o direito real ao uso coletivo do transporte público. A reportagem procurou tanto a assessoria de imprensa da prefeitura quanto a do governo do estado para comentar o caso, mas não obteve respostas até o fechamento dessa matéria. Um novo protesto está marcado para a próxima terça-feira (11), às 17h, na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista. Na quinta-feira (6) No primeiro dia do protesto contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo, a Polícia Militar reprimiu duramente os manifestantes. Os policiais usaram gás lacrimogênio e balas de borracha contra as pessoas que fechavam a avenida 23 de maio com uma barricada de pneus em chama e, logo depois, ao fecharem as duas pistas da avenida Paulista . De acordo com o Movimento Passe Livre (MPL), que organizou a manifestação, a ação da PM resultou em vários manifestantes feridos. Sobre o ocorrido, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que haverá apuração para saber se houve realmente truculência por parte da PM. "A polícia sempre apura. Toda a ação da polícia é filmada. A própria polícia tem um sistema de acompanhamento. Ela tem expertise", afirmou.
 
 
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