Convenção do PV - Dra. Clair é candidata à Câmara Federal
Marina Silva cita Dra. Clair em discurso – Ao destacar a importância da participação feminina na política e da força da chapa do PV no Paraná, Marina Silva citou, além de outras candidatas que disputarão as eleições pelo partido, o nome da Dra. Clair, primeira e única mulher eleita deputada federal pelo Paraná.

Dra. Clair reafirmou seu compromisso com a linha programática do Partido, pela preservação do patrimônio ambiental brasileiro, defesa de projetos para a erradicação da pobreza (29,9 milhões de pessoas que sobrevivem com renda familiar de até R$ 137), valorização da educação e mudanças no modelo econômico que retira 36% do PIB para o pagamento de banqueiros.

 

CONVENÇÃO DO PV NO PARANÁ: PARTIDO UNIDO E EMPOLGADO

 

O clima de confronto e ranger de dentes que caracterizam as convenções de outros partidos, no Paraná, contrastam com o clima de ânimo e cordialidade que reuniu mais de mil pessoas (foto) na Sociedade Morgenau, em Curitiba, no último dia 30, para o encontro que definiu a chapa do PV para as próximas eleições. Com o respaldo da presença de Marina Silva, a única candidata à presidência a comparecer ao Paraná em uma Convenção partidária,  o PV avança a passos largos,  demonstrando determinação e união em torno de um plano de governo que vai muito além da própria sigla: “Nossa proposta ultrapassa as próprias fronteiras do Partido, quando levantamos questões urgentes de um novo modelo de sociedade baseado na sustentabilidade”, afirmou Marina.

 

            Marina: carisma e profundidade - Com o carisma que adquiriu através de sua longa trajetória em defesa das causas populares, a candidata à presidência pelo PV não resume seu pensamento através de meros chavões palatáveis aos adeptos das frases feitas. Ao contrário, Marina Silva estimula, em seus discursos, a reflexão, como quando, por exemplo,  analisou  a falta de planejamento e capacidade dos governos para enfrentarem as catástrofes ambientais que classificam como “naturais”: “Diante de cada nova  tragédia ambiental, como as chuvas que castigaram as cidades do nordeste, o governo precisa liberar recursos através de Medida Provisória, o que demora meses.  Tratam as tragédias como acontecimentos “naturais” e, ao fazerem isso, “naturalizam” também como normais as vítimas destas catástrofes”, explicou. Ao lembrar que as tragédias se dão em conseqüências das transformações ambientais, defendeu o planejamento através do Plano de Mudanças Climáticas, de sua autoria quando Ministra, e investimentos num fundo específico para atender estas demandas urgentes e cada vez mais reincidentes. Após considerar vencida a etapa pelo qual os partidos pretendiam conferir as eleições presidenciáveis um caráter plebiscitário entre oposição e situação, sem lugar para a inovação e os debates programáticos, Marina voltou a enfatizar o caráter suprapartidário de sua campanha e a visão estratégica de um plano de governo voltado para uma “sucessão” onde o que é bom tem que ser valorizado, mas com críticas nas áreas onde houver necessidade de mudanças.

   

            Independência, entusiasmo e exemplo – Paulo Salamuni, advogado, procurador do município de Curitiba e ex-vereador,  homologado pela Convenção para disputar as eleições ao  governo do Paraná, destacou que o Partido Verde deu o exemplo para os partidos considerados maiores: “Partidos que governaram o país, a cidade e o Estado por oito anos, com recursos partidários e estrutura,  só foram capazes de alinhavar suas alianças nos últimos instantes, e decidiram seus candidatos em coligações fisiológicas, visando exclusivamente o poder. Nós seguimos nossa linha programática e fizemos nossa lição de casa”, afirmou. Para Salamuni, a Convenção do Partido foi um exemplo de envolvimento da sociedade civil e da militância ideológica: “Não houve o esquema profissional de levar filiados, nem ante-salas de espera para decidir as escondidas quem seriam os candidatos, sem levar em conta a vontade da militância”, destacou. A vice de Paulo Salamuni na sua candidatura ao governo  é a advogada Flávia Romagnolli.

Já o candidato homologado para a disputa ao Senado, o economista Rubens Hering, recordou o atual momento em que se encontra o cenário político paranaense e nacional, abalado pelos escândalos de malversação do dinheiro público: “O Partido Verde do Paraná foi o único Partido a tomar uma decisão política de pedir não só o afastamento mas o impedimento daqueles que  comprovadamente estejam envolvidos nos esquemas ilícitos de contratação de funcionários fantasmas na Assembléia Legislativa do Paraná”, afirmou, arrancando aplausos da platéia.  

 

 Chapa completa – Os  81 candidatos a vagas na Assembléia Legislativa e 45 para a Câmara dos Deputados, poderão contar com a direção equilibrada da Executiva do Partido representada pelo  presidente do PV, Melo Viana, que  afirmou  que a expectativa do Partido  é a de eleger 4 deputados estaduais e 2 federais: “Plantamos árvores fortes, com raízes na história do Paraná e do Partido”, disse.  

 

Sem caciques –  Candidatos pela legenda avaliaram que uma das vantagens do processo eleitoral pelo PV é que, ao contrário de outras agremiações tradicionais com suas  alianças fisiológicas, o partido não está loteado por "caciques" que se julgam donos de “feudos” e “currais eleitorais”,  evitando assim o confronto interno que impede o bom andamento das campanhas. Os verdes trabalham em sintonia com um objetivo maior do que suas próprias candidaturas: levar com entusiasmo o nome de Marina Silva, Salamuni e Hering,  aos quatro cantos do Paraná.  

 
 
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