Empresas que bloquearam Wikileaks são investigadas
Parlamento islandês ameaça reavaliar as licenças de operação da Visa e Mastercard. PostFinance é investigado na Suíça por quebra de sigilo e Paypal é processada na Holanda.

Uma comissão do Parlamento islandês reuniu-se esta segunda-feira com representantes das empresas de pagamentos electrónicos Valitor e Borgun, que trabalham com a Visa e a Mastercard, para discutir quais as bases legais que levaram as duas empresas de cartão de crédito a suspender as transferências de valores de doadores à Wikileaks. Participaram da reunião a Aliança dos Consumidores, a Amnistia Internacional e o actual porta-voz da Wikileaks, Kristinn Hrafnsson, que se fez presente através de videoconferência.

Róbert Marshall, presidente da comissão, expressou a opinião de que não há fundamento legal para a decisão de bloquear os pagamentos à Wikileaks e que a opção foi tomada por fontes estrangeiras. Marshall acrescentou que a comissão considera que as licenças de operação da Visa e da Mastercard têm de ser seriamente revistas. Outra empresa de pagamentos electrónicos, a Datacell, já anunciou que vai processar as duas empresas.

Na Suíça, o banco postal PostFinance está a ser investigado por quebra de sigilo ao ter anunciado publicamente que tinha fechado a conta do fundo de defesa de Julian Assange. O magistrado Hermann Wenger anunciou que está a investigar se essa declaração é passível de acção punitiva.

Entretanto, na Holanda, a Fundação Wau Holland, ligada à Wikileaks, processou a empresa de pagamentos pela net Paypal, que acabou por desbloquear os fundos que tinha retido. Em entrevista à Der Spiegel, Hendrick Fulda, da direcção da fundação, disse que “cada nova publicação da Wikileaks desencadeava uma onda de apoio, que fazia aumentar as doações. Só numa semana, mais de 80 mil euros foram recolhidos em doações. Teremos de avaliar o impacto que teve a decisão da Paypal de deixar de receber doações para a Wikileaks.”

(Artigo baseado nas informações da Wlcentral.org)

 
 
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