Chevron condenada por poluir a Amazónia
Depois de dezoito anos de dura luta, o povo do Equador que tem sofrido com as consequências da poluição causada pela extracção de petróleo teve uma enorme vitória legal. Grupos indígenas locais estimam que durante duas décadas foram derramados pela Texaco, empresa do grupo Chevron, 68 mil milhões de litros de petróleo, poluindo as terras e a água em redor.

A gigante petrolífera Chevron foi considerada culpada de crimes ambientais por um tribunal equatoriano e foi condenada a pagar oito mil milhões de dólares para financiar a limpeza do petróleo derramado.

O crime remonta a 1972, quando a Texaco, empresa do grupo Chevron, se instalou na Amazónia equatoriana. Grupos indígenas locais estimam que durante duas décadas foram derramados 68 mil milhões de litros de petróleo, poluindo as terras e a água em redor. Como consequência, as terras tornaram-se inférteis e o número de mortes por cancro disparou. A Texaco foi ainda responsável pelo abate de vastas extensões de floresta tropical.

O caso foi levado a tribunal por um colectivo representando 30 mil habitantes locais. Inicialmente, o julgamento arrastou-se em tribunais dos EUA mas um tribunal deste país acabou por decidir que o caso deveria ser julgado no Equador.

Não é de esperar que o caso esteja acabado de vez, já que a Chevron classificou a decisão do tribunal como uma fraude e anunciou que vai recorrer. Mas a vitória dos movimentos indígenas e ecologistas e das comunidades locais equatorianas contra uma grande corporação cria um importante precedente nos julgamentos relativos à actuação criminosa de multinacionais em países menos desenvolvidos. 

Fonte: Esquerda.net

 
 
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