Nota de Entidades sobre o novo Contorno Ferroviário de Curitiba
Instituto Reage Brasil, SINDIMAFER E SENGE se posicionam.


Em matéria publicada no dia 06 de agosto do corrente, no Jornal Gazeta do Povo, sob o título “Contorno Ferroviário Aprovado”, do Jornalista José Marcos Lopes, sobre o andamento do 5º projeto do Contorno Ferroviário - reivindicado pela Prefeitura de Curitiba desde 2002 - onde se destaca a proposta do projeto apresentada pelo Presidente do IPPUC, Cléver Teixeira, que prevê a desativação de ramais ferroviários existentes no perímetro central das cidades, inclusive Curitiba, substituindo-os por obras de paisagismo, ajardinamento e/ou viárias, e o novo traçado que desloca a malha viária para regiões como Cidade Industrial de Curitiba (CIC), para o perímetro Urbano de Almirante Tamandaré, paralelamente aos traçados dos Contornos Norte e Sul, chegando ao antigo ramal que liga Curitiba a Araucária, ou seja, áreas cuja densidade populacional obrigará nova readequação em curto período, o Instituto Reage Brasil, Sindimafer (Sindicato dos Maquinistas e Ferroviários do Paraná e Santa Catarina), e o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (SENGE), representados pelas pessoas que subscrevem esta, vem a público posicionar-se:

A) Favoravelmente à desativação do Transporte ferroviário de Cargas do Ramal Curitiba/Rio Branco do Sul;

B) Contrários ao projeto apresentado pelo IPPUC que prevê a retiradas dos trilhos desse ramal ferroviário;

C) Pela manutenção de estações de trens de passageiros da Região Central da cidade;

D) A favor do aproveitamento dos trilhos atuais para implantação imediata de um sistema de transporte de passageiros de superfície do tipo VLT - Veículo Leve Sobre Trilhos, de menor custo e breve circulação, dotado de redutor de ruídos e sinalização automatizada de passagens em nível;

E) Contrários à solução apresentada pela Prefeitura de Curitiba no Plano Multimodal de Logística que retira um trecho de ferrovia em área urbana e constrói dois ramais em outras duas regiões em atual expansão da ocupação residencial o que acarretará, à curto prazo, nova transferência das linhas ou seja necessidade de novas obras num horizonte próximo;
 F) Sobre a necessidade de considerar a compatibilidade do projeto com estudo para implantação do TGV (Trem de passageiros de Alta Velocidade Curitiba/São Paulo), já incluído no Plano de Viação do Ministério dos Transportes;

H) Sobre a necessidade do projeto contemplar nos estudos a nova logística com os projetos de expansão da Ferroeste na Região Metropolitana, já anunciado pelo Presidente Lula;

I) Contrários ao Plano da Prefeitura que retira, da região central, o embarque de passageiro do Trem de Passageiros para Paranaguá, dificultando o acesso oferecido atualmente aos turistas e usuários;

J) A favor de uma ampla discussão técnica do IPPUC, COMEC, CREA - PR, Instituto de Engenharia do Paraná, SENGE-PR, ABENC-PR, Ministério das Cidades, CBTU, DNIT, Instituto Reage Brasil, representantes dos Cursos de Engenharia e Arquitetura das Universidades locais, e outras entidades que manifestarem interesse em debater democraticamente o contexto de soluções propostas de Transportes de Passageiros, com o aproveitamento de linhas e faixas atuais da ferrovia;

  K) Promoção de debates  em Fórum Técnico sobre o custo das obras: se está ou não compatível com os preços praticados pelo mercado, já que o valor do novo ramal foi anunciado em  R$ 400 milhões, ou seja, teve o seu valor multiplicado por quatro em relação a proposta anterior, posicionada em área rural entre as bacias do rio Passaúna e Verde, cujo valor orçado era de R$ 80 milhões.


 L) Contra obras com prazos impostos em virtude da realização dos jogos da Copa do Mundo, como ajardinamentos com efeitos meramente estéticos ao longo dos ramais e outras que possam justificar investimentos financeiros do Poder Público, sem que haja uma solução para os graves problemas viários da Capital Paranaense, com planejamento adequado; 


Os  abaixo-assinados, representantes das entidades, requerem junto aos órgãos públicos municipais, estaduais e federais,  Audiências Públicas sobre o Projeto do Contorno Ferroviário de Curitiba e Região Metropolitana ,  ao mesmo tempo que  estarão convocando à sociedade civil organizada para a  realização de  debates sobre o assunto,   levando em consideração, de forma  ampla: 

1) Que o Sistema Ferroviário Nacional precisa com urgência de investimentos em melhorias das linhas e modernização da frota de locomotivas, o que não vem ocorrendo no período pós-privatização mesmo com os aportes benevolentes do BNDES para os Concessionários privados;

2) Que a Matriz de Transportes do Brasil precisa priorizar os modais de menor custo operacional , mais eficiência e menos queima de combustíveis;

3) Que com a Mudança Climática Global devem ser priorizados transporte de massa com velocidade e conforto que atraiam o usuário individual de veículos;

4) Que as obras de infraestrutura devem contemplar um horizonte com  vida útil superior a 30 anos;

5) Que não se pode buscar solução isoladas para a cidade de Curitiba sem análise do contexto da Região Metropolitana;

6) Que precisamos buscar solução racional equacionando técnica, custos e impacto ambiental;

 

Dra. Clair da Flora Martins - Instituto Reage Brasil -  Contato: (41) 91031226
José Carlos Rodrigues – Sindimafer - Contato: (41) 96057413
Paulo Sidnei Carreiro Ferraz   – SENGE - Contato: (41) 84061971

Assessoria de Imprensa Instituto Reage Brasil
Jornalista: Marcos H. Guimarães - Contato (41) 8443-7224
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