Carteiro faz greve de fome em frente à sede dos Correios, em Curitiba
Funcionário reivindica mudança radical na forma de trabalho da categoria...Quem passa pela rua João Negrão, no centro de Curitiba, se depara com uma cena no mínimo inusitada. Pode-se até pensar que ali, em frente à agência central dos Correios, está para começar uma reunião do Movimento dos Sem Terra (MST). Porém, o que acontece é a manifestação solitária de um funcionário descontente. Da redação da Banda B. Os carteiros brasileiros estão em greve a quase um mês e reivindicam aumento de 7,16%. A direção dos correios se recusa a negociar com os grevistas e quer ainda descontar os dias parados.

Um carteiro, identificado apenas como Mauro Miguel acampa, desde a manhã da última segunda-feira (04), em frente à agência central da instituição. Mauro, além de passar os últimos dois dias na pequena barraca, está fazendo greve de fome e garante que não sairá dali até que suas reivindicações, em busca de melhores condições de trabalho, sejam atendidas.

Segundo Miguel, ele resolveu adotar esta atitude após realizar uma queixa sobre  horas extras e não ser ouvido. “ Eu vim reclamar e, além de não ser atendido, fui colocado à disposição e estou respondendo um processo administrativo”, comenta, em entrevista exclusiva à rádio Banda B.

Mauro, que não contou com o apoio do Sindicato dos Carteiros em seu protesto, revela ainda que, devido ao trabalho excessivo nas agências, muitos funcionários necessitam de apoio psiquiátrico.  “Nós entramos no trabalho oito horas da manhã  e, muitas vezes, saímos apenas nove da noite. A ditadura acabou”, afirma.

Da redação da Banda B

Carteiro encerra greve de fome após reunião com Diretoria Regional dos Correios

Depois de pouco mais de um dia, 30h34 para ser exato, o carteiro Mauro Miguel Mincewicz, de 46 anos encerrou a greve de fome que fazia em frente à sede dos Correios na rua João Negrão em Curitiba. O funcionário acampou em ao estabelecimento da manhã desta segunda-feira (4) até a noite desta terça-feira (5). Segundo Mincewicz, ele resolveu adotar esta atitude após realizar uma queixa sobre horas extras e não ser ouvido. "Eu vim reclamar e, além de não ser atendido, fui colocado à disposição e estou respondendo um processo administrativo", explicou.

Após reunião com a Diretoria Regional dos Correios, o carteiro encerrou o protesto, mas disse que se a punição não for retirada ele vai retomar a greve de fome. Os Correios divulgaram que o processo de Mincewicz dói enviado à Brasília para avaliação, mas até o presente momento não foi divulgada nenhuma decisão. 

Da redação da Banda B

O que os Carteiros reivindicam - Além de não se descontar os dias parados, os carteiros reivindicam correção dos salários pelo Índice de Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que somou 7,16% em 12 meses, além R$ 400 para todos os salários. Os Correios não querem negociar com os empregados em greve. Os trabalhadores querem que a empresa garanta proteção contra assaltos que atingem carteiros em todo o país.

 
 
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