Curitiba - Sob clima tenso, CPI ouve servidores que fizeram licitação
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de irregularidades nos contratos de publicidade da Câmara de Curitiba colheu ontem em clima tenso o depoimento dos integrantes da comissão de licitação responsável pela contratação das empresas Oficina da Notícia e Visão Publicidade. Os membros da comissão já haviam prestado esclarecimentos no dia 28 de setembro. Mas, como não foi permitida a presença da imprensa na sessão, a Justiça declarou a sessão suspensa e obrigou a realização de novo depoimento. Fonte: Chico Marés para o jornal Gazeta do Povo.

A polêmica teve início quando o presidente da comissão de licitação, Washington Luiz Mo­­­reno, pediu para que a imprensa não fizesse imagens, o que irritou os vereadores da oposição. Depois de muita discussão, foi permitida a filmagem. Entretanto, o clima continuou tenso até o fim do depoimento de Moreno.

Ética

Decisão sobre afastamento fica para segunda

A definição dos prazos para o afastamento do presidente da Câmara de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), ficou para segunda-feira. O Conselho de Ética se reuniu ontem para apreciar o relatório que seria apresentado pela comissão de inquérito que analisa o caso, formada por Noêmia Rocha (PMDB), Dirceu Moreira (PSL) e Pastor Valdemir Soares (PRB). Entretanto, o grupo não chegou a uma punição consensual. Derosso pode ser afastado por 30, 60 ou 90 dias.

Segundo Noêmia, o prazo estipulado pela comissão para apresentar essa decisão seria ontem, conforme decisão registrada em ata. Entretanto, não houve consenso entre os vereadores e o prazo foi adiado indefinidamente. O Conselho deve se reunir novamente na segunda-feira, às 17h30. (CM)

O presidente da comissão afirmou que não conhecia Cláudia Queiroz Guedes, mulher do presidente da Câmara, João Cláudio Derosso (PSDB), e proprietária da Oficina da Notícia, quando a licitação foi realizada. Disse também que não sabia que ela era funcionária da Câmara.

Além disso, ele admitiu que houve um erro na publicação do extrato do edital da licitação, que dizia que o contrato era de 12 meses – quando, na verdade, o próprio edital dizia 24 meses. Entretanto, ele classificou o erro como “formal”, e disse que não comprometeu o processo licitatório.

A jornalista Priscila de Sá e Benevides Carneiro, que compunha a comissão de licitação, também prestou esclarecimentos sobre o jornal Câmara em Ação, que assinava como jornalista responsável. Priscila disse que sua responsabilidade era apenas sobre o conteúdo jornalístico do veículo. O conteúdo era integralmente produzido pela assessoria de comunicação da Câmara, da qual Priscila é diretora. Apesar disso, a agência Visão Publicidade recebeu pagamentos por fazer o jornal.

 
 
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