Curitiba: Ignorados, médicos podem entrar em greve
Categoria faz assembleia na próxima semana. Prefeitura “fugiu” de encontro e de negociação. Segundo o Sindicato dos Médicos do Paraná, a instituição deve encaminhar documentos para que o Ministério Público do Trabalho investigue os contratos entre a Prefeitura e as instituições. Uma das alegações dos médicos é que faltam médicos para atender nas escalas. A matéria é da redação do Jornal do Estado.

Os médicos que atuam nos Centros Municipais de Emergências Médicas (CMUMs) de Curitiba podem entrar em greve até o final do mês. Na semana que vem a categoria realiza uma assembleia, que pode definir pela paralisação das atividades. A medida foi tomada depois que as negociações entre o Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar), os empregadores e a Prefeitura de Curitiba não avançaram. Parte dos médicos que atuam nos CMUMs são terceirizados, contratados por um convênio da Prefeitura com hospitais da Capital.

Em agosto, os médicos haviam se mobilizado para iniciar uma paralisação, mas aceitaram um acordo feito no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de retomar uma negociação. Os médicos pediam melhores condições de trabalho. No encontro de conciliação no TRT, ficou acertado um prazo de 30 dias para que os empregadores e a Prefeitura apresentassem uma proposta para a categoria. Depois de sucessivos adiamentos desde o dia 30 de setembro, na terça-feira veio a gota d’água. A reunião que deveria ter a presença da Prefeitura e dos representantes dos hospitais empregadores, contou apenas com o Simepar.

Diante da falta de proposta e de compromisso em resolver a situação dos médicos, o sindicato decidiu retomar o movimento e chamar a assembleia. E não é só. Além da possibilidade de greve, os médicos devem encaminhar documentos para que o Ministério Público do Trabalho investigue os contratos entre a Prefeitura e as instituições. Uma das alegações dos médicos é que faltam médicos para atender nas escalas.

Outra reclamação é a quantidade de atendimentos eletivos que estariam realizando nos CMUMs, que deveria receber apenas casos de urgência e emergência. A maior parte dos atendimentos no centros estariam, na verdade, atendendo a demanda dos postos de saúde de Curitiba, onde uma consulta pode demorar meses. Nos CMUMs, apesar de terem que esperar muitas horas, o atendimento acontece no mesmo dia. “Tentamos negociar de todas as formas, mas os empregadores e a prefeitura não se mostraram dispostos a melhorar nada. Fizemos nossa parte. Agora vamos realizar uma nova assembléia e provavelmente recomeçar a greve”, disse um dos médicos do CMUMs.

 
 
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