Ocupações prosseguem em todo o mundo
O fim de semana contou com mais ações dos movimentos Occupy em muitas cidades, de Sydney a Londres, passando por Nova Iorque. Nos Estados Unidos, a brutalidade da polícia continua em debate. Foto katesheets/Flickr

"Há um padrão de comportamento contínuo e disseminado por parte dos agentes de darem ordens às pessoas para que não tirem fotografias ou filmem em locais públicos e de assediarem, deterem e prenderem os que não obedecem a essas ordens", afirmou Chris Calabrese, da American Civil Liberties Union (ACLU) ao jornal inglês Guardian.

Também o colectivo de hackers Anonymous denunciou a escalada da violência por parte da polícia sobre o Occupy Wall Street, tendo inclusivamente bloqueado o site da associação de polícias de Boston, cidade onde também houve violência policial sobre os que protestavam na rua. Outros sites da polícia foram "invadidos" pelos Anonymous, que assinalaram desta forma o Dia Nacional de Acção contra a Brutalidade Policial, que coincide com a abertura da convenção da associação Internacional de Chefes de Polícia, que tem lugar em Chicago.

Nos EUA, 130 pessoas foram presas em Chicago, depois de terem recusado desmontar as suas tendas no Parque Grant. É a segunda prisão em massa depois de no fim de semana passad a polícia de Chicago ter prendido 175 pessoas. Em Cincinnati, onze activistas foram presos na madrugada de domingo, quando permaneciam numa praça da cidade depois da hora de encerramento. Em Oakland, no estado da Califórnia, centenas de pessoas desafiaram a ordem de despejo junto à Câmara Municipal, em que tenham ocorrido incidentes. Já em Albuquerque (Novo México) um homem foi preso após ter tentado esfaquear vários dos activistas que se concentravam junto à Universidade, sem provocar qualquer ferido.

Em Londres, prossegue o braço de ferro em frente à Catedral de São Paulo, que encerrou ao público, alegando motivos de segurança. Centenas de pessoas estão a acampar à porta e já montaram um segundo acampamento na Praça Finsbury, dada a grande afluência ao acampamento original.

Em Sydney, na Austrália, a polícia também tirou os activistas à força do local onde acampavam no sábado à noite, prendendo 40 pessoas. As queixas de brutalidade policial foram repetidas, já que na sexta-feira o mesmo tinha sucedido em Melbourne, onde cem pessoas foram presas e a polícia ergueu uma rede para vedar o espaço onde o protesto decorria.

No centro do protesto, em Nova Iorque, o protesto continua a ganhar apoios. O cantor Pete Seeger, com 92 anos, desceu a Broadway acompanhado de mil pessoas que o trouxeram do concerto que acabara de dar até ao Columbus Circle, onde cantou o hino de resistência "We Shall Overcome", acompanhado por Arlo Guthrie. O fim de semana foi ainda marcado pela presença de algumas celebridades, como Russell Brand, Katy Perry ou Kim Kardashian.

 
 
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