Juros da dívida pública impedem que país avance, afirma Fattorelli
Os dados apresentados por Fattorelli são alarmantes. Do orçamento geral da União, executado em 2011, 45% foi utilizado para pagar juros e amortizações da dívida, um total de R$ 708 bilhões, que corresponde a 15% do PIB brasileiro. “A dívida brasileira corresponde atualmente a R$ 3,2 trilhões ou 78% do PIB. Porém, os governo brasileiro utiliza alguns artifícios para minimizar o peso dos números. Fonte: Senge - PR
17/8/2012 O Instituto Reage Brasil ao lado do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR) promoveu ontem, 17, um debate sobre a dívida pública brasileira com uma das maiores especialistas no tema, a auditora Maria Lúcia Fattorelli. Durante a palestra, ela desmistificou algumas questões referentes ao tema e ressaltou a importância da realização de uma auditoria da dívida pública brasileira com base em muitas perguntas que continuam sem respostas. “De onde veio toda essa dívida pública? Quanto tomamos emprestado e quanto já pagamos? O que realmente devemos? Quem contraiu tantos empréstimos? Onde foram aplicados os recursos? Quem se beneficiou desse endividamento? Qual a responsabilidade dos credores e organismos internacionais nesse processo? Somente uma auditoria poderia esclarecer essas questões”, afirmou. Os dados apresentados por Fattorelli são alarmantes. Do orçamento geral da União, executado em 2011, 45% foi utilizado para pagar juros e amortizações da dívida, um total de R$ 708 bilhões, que corresponde a 15% do PIB brasileiro. “A dívida brasileira corresponde atualmente a R$ 3,2 trilhões ou 78% do PIB. Porém, os governo brasileiro utiliza alguns artifícios para minimizar o peso dos números. Enquanto isso a população brasileira paga a conta, com diversos desrespeitos aos direitos humanos no Brasil, em áreas básicas como saúde e educação. Apesar do país ser a 6ª maior economia do mundo, temos em contrapartida a 3ª pior distribuição de renda do mundo e ocupamos o 84º lugar no ranking de respeito aos direitos humanos. Além disso, a classe trabalhadora recebe pífios reajustes e o país oferece ganhos mínimos para os mais pobres, como por exemplo o Bolsa Família”. Para a auditora a única forma para mudar esse modelo perverso, é que o país cumpra o que está previsto na Constituição e realize a auditoria da dívida. “Precisamos desmascarar o sistema da dívida e democratizar o conhecimento da realidade financeira brasileira. E claro, rever nossa atual política monetária e fiscal para garantir uma melhor distribuição de renda e atender os direitos básicos de boa parte dos brasileiros”, ressaltou. Fonte: Sindicato dos Engenheiros do Paraná
 
 
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