OIT confirma que o desemprego é alarmante e os planos de austeridade são um fracasso
O número de desempregados no mundo aumentou em mais de 30 milhões de pessoas em comparação com o ano 2008, segundo a OIT. Estes dados demonstram que os planos de austeridade são um rotundo fracasso e não têm feito mais do que intensificar a crise. Por Marco Antonio Moreno/ No mundo há mais de 210 milhões de desempregados e um terço deste número (70 milhões de pessoas) são menores de 25 anos.
O número de desempregados no mundo aumentou em mais de 30 milhões de pessoas em comparação com o ano de 2008, quando se desencadeou a atual crise financeira global, de acordo com um informe publicado nesta sexta feira pela Organização Internacional de Trabalho (OIT). Estes dados são divulgados no meio do crescente debate sobre a eficácia dos planos de austeridade e demonstram que estes planos não têm feito mais do que intensificar a crise em curso, dado que resultaram num rotundo fracasso. O desemprego mundial tem hoje mais 30 milhões de desempregados que antes da crise e mais de 40 milhões de homens e mulheres deixaram de procurar trabalho. Além disso, entre os que têm trabalho, 900 milhões de pessoas ganham menos de dois dólares diários, o que as situa abaixo do limiar de pobreza. Este número seria cerca de 55% por cento menor se os planos de redução da pobreza existentes antes da crise se tivessem mantido nos últimos cinco anos, como indicou o diretor geral da OIT, Guy Rider, no seu informe dado a conhecer no Fórum Internacional de Tóquio, na reunião anual do FMI e do Banco Mundial. No mundo há mais de 210 milhões de desempregados e um terço deste número (70 milhões de pessoas) são menores de 25 anos. A taxa de desemprego é particularmente alta nos países que se viram obrigados a implementar programas de austeridade para reduzir o défice público, como a Grécia e a Espanha [e Portugal1] onde o desemprego regista máximos históricos de 25,1% da população ativa. Isto significa que o prejuízo causado pelas políticas de austeridade implementadas pela troika foi muito mais profundo do que se pensava. No gráfico vê-se a evolução do desemprego em Espanha desde 1986 a agosto deste ano. Note-se o forte aumento do desemprego desde o estalar da crise em julho de 2007. Artigo de Marco Antonio Morenopublicado em Jaque al Neoliberalismo -------------------------------------------------------------------------------- 1 Em Portugal, os números reais do desemprego atingem já 1,3 milhões de pessoas e 22,8% da população ativa (ver mais dados em eugeniorosa.com).
 
 
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