Trabalho: Condições pioram, acidentes aumentam
Número de acidentes de trabalho aumenta na última década, preocupa sindicatos e organismos internacionais, que culpam a forma de produção. Por Caio Zinet, para a revista Caros Amigos.
Quarta, 17 Outubro 2012 Ao longo da última década, o Brasil reduziu significativamente o número de desempregados. O número de empregos gerados, no entanto, não é o único elemento a ser analisado quando o assunto é a questão do trabalho. Outros temas como a garantia de direitos, salário digno, registro em carteira, também precisam ser analisados para compreender se uma sociedade está ou não avançando na garantia de qualidade de vida da maioria de sua população. O número de acidentes do trabalho é um indicador importante para mostrar que o Brasil ainda tem muito a avançar na qualidade do trabalho. Em 2001, ocorreram cerca de 340 mil acidentes de trabalho, em 2007 esse número aumentou para 653 mil. Os últimos dados divulgados pelo Ministério da Previdência sobre o tema, relativos ao ano de 2010, apontam que o crescimento continua com cerca de 720 mil acidentes de trabalho no país. Os acidentes e mortes no trabalho também tem um importante impacto orçamentário. A previdência social gastou quase R$ 11 bilhões com pagamentos de auxílio doença, auxílio acidente em 2010. O número é considerado alto por entidades internacionais, centrais sindicais e até mesmo pelo próprio governo. “Embora tenhamos avançado nos últimos anos, principalmente com relação à mortalidade no trabalho, o número de acidentes de trabalho ainda é alto no Brasil”, afirmou Rinaldo Marinho, Diretor do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho. “Entendemos que sim e que por meio de ações efetivas por parte de todos os setores envolvidos seja possível a redução deste índice”, afirmou Domingos Lins, da Fundacentro, órgão técnico ligado ao Ministério do Trabalho, ao ser perguntado sobre se considera alto o número de acidentes no trabalho no país.
 
 
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