No dia em que a Europa dos trabalhadores se assume como frente de luta
Em cerca de 20 países da União Europeia e também na Suíça decorrem esta quarta-feira ações de luta pelo emprego, contra a austeridade e uma política que "apenas defende as elites financeiras". Além da greve geral ibérica, também o setor público italiano paralisa por um dia. Foto: Bruxelas, C.Europeia (Cláudia Oliveira)
Uma grande manifestação em Nápoles culminará a jornada de luta em Itália contra a austeridade, contra a degradação da vida diária promovida pelo "governo Monti/Merkel" e também em solidariedade com os trabalhadores colocados em regime de protetorado, principalmente nos casos de Grécia e Portugal. A CGIL, principal central sindical do país, convocou uma greve geral nacional de quatro horas, durante a tarde, ação de luta que é estendida ao setor público durante todo o dia. Na Grécia, onde a greve geral foi de 48 horas nos dias 6 e 7, no âmbito da luta contra maus um cruel pacote de cortes da troika, os trabalhadores vão parar o país durante mais três horas, solidarizando-se com os companheiros de outras nações que lutam pelos mesmos motivos. Em França estão marcadas 28 manifestações unitárias em todo o país movidas sobretudo pela solidariedade mas também contra a falta de respostas que o governo Hollande continua a ter para a política de austeridade e para as pressões do governo Merkel. A jornada tem o apoio de todas as principais centrais sindicais: CGT, CFDT, FSV, Solidaires e UNSA. A DGB, poderosas central sindical alemã, promove 12 manifestações em outras tantas cidades do país solidarizando-se não apenas com os trabalhadores dos outros países mas sublinhando igualmente o facto de os alemães estarem há uma década com os salários congelados, o que não impede a economia do país de estar à beira da recessão. Na Bélgica decorrem concentrações em Bruxelas juntando centenas de pessoas junto às Embaixadas de Espanha, onde se concentram os portugueses, e da Grécia. Centenas de pessoas concentraram-se depois em frente à Comissão Europeia para proceder à entrega simbólica, o destinatário seria Durão Barroso, do Prémio Nobel da Austeridade. Outro polo da luta é a cidade de Gant, no quadro da devastadora crise regional desencadeada pelo encerramento em curso da fábrica Ford. Na Holanda a principal central sindical promove uma conferência nacional sobre a situação laboral na Europa, principalmente nos países mais afetados pela crise. O TUC britânico, que promoveu uma grande manifestação em 20 de Outubro, junta-se ao movimento de solidariedade através de acções mediáticas e de informação principalmente através das redes sociais. Na Polónia, o sindicato OPZZ promove manifestações de solidariedade e contra a política do governo de Varsóvia em cinco cidades do país. Também na Roménia estão previstas ações de luta e solidariedade, o mesmo acontecendo na Áustria, em Viena. Em países nórdicos como a Dinamarca e a Finlândia decorrem ações de luta, informação, e solidariedade e pelos direitos laborais promovidas pelas estruturas sindicais.. Acções do mesmo tipo estão marcadas para dia 17 na República Checa e na Eslovénia. Fora da União Europeia, na Suíça, e central sindical USS conclui nesta quarta-feira uma semana de esclarecimento, solidariedade e luta que tem promovido em conjunto também com sindicatos alemães. O Dia Europeu de Ação e Solidariedade, pelo emprego e contra a austeridade é apoiado pela Confederação Europeia de Sindicatos http://www.etuc.org/, que calcula estejam envolvidas nestas jornadas de luta cerca de 40 organizações sindicais de 23 países.
 
 
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