Segurança Pública Paraná: Alunos de formação da PM denunciam condições precárias de ensino no 13° Batalhão
Alunos de formação da PM denunciam condições precárias de ensino no 13° Batalhão. Por Felipe Ribeiro, via portal Banda B
“Estamos nesta carga horária a mais de dez dias e entre as 18h e às 22h ficamos ociosos, sem fazer absolutamente nada. Alguns alunos moram a mais de 40 km do batalhão e possuem família para cuidar e há mais de cinco dias não vão para casa, dormindo no interior de seus veículos em condições precárias, lavando suas roupas e seus utensílios pessoais em pias do banheiro sem condições básicas de higiene pessoal, pois o batalhão não oferece nenhuma estrutura”, afirma a carta. Segundo o relato, a maioria dos alunos tem dormido menos de quatro horas por dia e está sendo obrigada a comprar equipamentos que deveriam ser fornecidos gratuitamente pelo Estado. “Muitos de nós já estamos apresentando transtornos psicológicos, tais como alternância repentina de humor, falta de concentração, sinais depressivos, principalmente notados em casa, por nossos familiares”, diz o a denúncia. Para completar, os alunos dizem que estão sendo obrigados a cumprir escalas externas em dupla, sem armamento necessário para cumprir o serviço com segurança. “Não temos tempo para estudar e assim estamos sendo prejudicados nas notas finais e na formação como novos policiais militares, mesmo com a nova política de ensino da Policia Militar a de Polícia Comunitária, como praticar o policiamento comunitário, como não ser truculento tendo uma formação extremamente truculenta”, conclui. Resposta Em entrevista ao Jornal da Banda B edição da tarde desta sexta-feira (30), o diretor de ensino da Polícia Militar, coronel Heraldo Régis Bório da Silva, confirmou algumas das acusações, mas negou que as condições de ensino do 13° BPM sejam precárias. “Eu até concordo com eles quando dizem que o policial ter problemas psicológicos, mas eu posso afirmar que existe um exagero com relação às reclamações expostas na carta. Não queremos formar uma polícia opressora e dessa forma estaríamos formando soldados truculentos, o que não é nosso objetivo”, afirmou. Segundo o coronel Silva, a atividade extensa pode sim ocorrer, mas isso é uma necessidade que o profissional pode enfrentar durante toda a carreira. “Este momento que eles dizem estar ociosos eu discordo completamente da carta. Se hoje estamos numa situação delicada de efetivo, então nunca poderíamos deixar alguém ocioso, eles devem estar sempre trabalhando”, garantiu. Sobre a questão estrutural, o coronel confirmou que o 13° BPM necessita de melhorias, mas afirmou que eles não são submetidos a condições desumanas. “O equipamento que eles se referem é em relação ao cinto de guarnição, que a polícia teve um problema com uma licitação na qual não pode entregar os cintos em tempo hábil e para a escola. Eles precisavam do cinto para o treino. Houve a solicitação, não uma obrigatoriedade para que eles pudessem ter o básico, mas também houve a opção de eles realizarem o treino com um cinto mais simples”, concluiu. Para completar, o coronel Silva se comprometeu a fazer uma inspeção que identifique os problemas de cada escola de formação para amenizar da melhor maneira possível este problema.
 
 
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