Educação: Ensino superior nas mãos do capital estrangeiro
No dia 30 de janeiro os veículos de comunicação foram pautados pela notícia da aquisição de 100% das ações da universidade paulistana Anhembi Morumbi pelo grupo estadunidense Laureate Education. A transação havia sido aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na semana anterior. Por Eliane Parmezani Fonte: Caros Amigos
15/03/2013 O grupo educacional dos EUA anunciou o recebimento de um aporte de US$ 150 milhões do International Finance Corporation (IFC), braço privado-financeiro do Banco Mundial. “Com a verba, a Laureate pretende ampliar seu processo de construção e operação de universidades nos mercados emergentes, especialmente na América Latina, incluindo o Brasil”, revela a matéria lançada naquela mesma data pela Agência Estado. Trata-se do investimento mais alto em uma única instituição educacional já cedido pela IFC. Uma semana antes, no dia 23 de janeiro, o jornal norteamericano The Baltimore Sun confirmou em seu sítio eletrônico o investimento do Banco Mundial na Laureate. Na matéria, Douglas L. Becker, o presidente da Laureate International Universities, sediada na cidade de Baltimore, em Maryland, declarou que, com uma receita anual da ordem de quatro bilhões de dólares, o grupo educacional não precisa, na verdade, do crédito, mas que “está ansioso para ter o apoio de um investidor liderado por membros de governos internacionais.” Com base em informações da tese de doutorado de Luís Antonio Vilalta a respeito da internacionalização do ensino superior brasileiro, “um novo período se iniciou para a UAM [Universidade Anhembi Morumbi], quando foi adquirida pela Rede Internacional de Universidades Laureate, que buscava uma porta de entrada no mercado educacional brasileiro. O valor da transação foi de US$ 69 milhões (R$ 165 milhões), com a aquisição de 51% do capital da UAM. Nessa ocasião, a UAM possuía 25 mil alunos, 850 professores e cerca de mil funcionários distribuídos em quatro campi, com 300 mil metros quadrados de área construída.” Em julho do ano passado, outra nota da Agência Estado anunciava a décima primeira compra de uma universidade brasileira pela empresa de Baltimore, desta vez a rede de ensino superior do Recife. Segundo a nota, o grupo já investiu mais de um bilhão de reais no Brasil e, apesar de deter o controle das ações de uma das maiores universidades privadas de São Paulo, tem como foco as regiões Norte e Nordeste. Leia a reportagem completa na edição 192 de Caros Amigos nas bancas ou na loja virtual
 
 
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