O motivo do pânico do Banco Central Europeu
Todos para os abrigos! Reina o pânico no Banco Central Europeu dirigido por Mario Draghi, homem de confiança como todos sabem ou deveriam saber, do tristemente célebre Goldman Sachs. Assim, os sitiados levantam as barricadas para salvar seus cofres em perigo. Dois elementos novos acabam de confirmar esta impressão, um revelado pelo alemão Deutsche Wirtschaftsnachrichten e o outro pela Mediapart. Fonte: Le Yéti - Le monde et nous
Eis o que é esta embrulhada As Deutsche Wirtschaftsnachrichten (Notícias económicas do outro lado do Reno) acabam de dar um esclarecimento sábio sobre os subterrâneos do plano de "salvamento" de Chipre pelo BCE. Ao contrário do que se passara com o desconto dos empréstimos gregos, o das obrigações cipriotas era muito simplesmente impossível pois estas estavam ligadas a garantias finais pelo BCE. O BCE estava ainda mais preso na armadilha do embaraço cipriota! Com a bancarrota dos bancos cipriotas, o próprio BCE teria perdido uns 12 mil milhões de euros e teria desencadeado um sistema automático de transferência imediata equivalente ( Target 2 ) da parte dos países membros, em verdadeiro dinheiro sonante e vivo. Três mil milhões a serem desembolsados só pela Alemanha da sra. Merkel. Compreende-se melhor o encarniçamento da Troika e, mais precisamente de Mario Draghi, em "salvar" custe o que custar o que podia restar do edifício bancário cipriota. Ela deixa pulverizar o tabu da inviolabilidade superior dos credores e dos accionistas. E deixa violar as próprias regras da UE em matéria de liberdade de circulação de capitais. Compreende-se também que nossos patifes de Bruxelas a vociferarem não possam mais deixar cair o euro sob pena de ver seus protegidos de credores perderem drasticamente todas as dívidas emitidas sob um Target 2. Deutsche Wirtschaftsnachrichten : "Visto sob este ângulo, o saqueio organizado dos bancos cipriotas é o que há de menos grave. Draghi e os salvadores do euro não se batem pelo salvamento de Chipre, eles batem-se pela sua própria sobrevivência". O BCE sob a protecção... da defesa secreta! Mediapart, decididamente o único media francês de investigação que se respeita, acaba de levantar um outro faisão sintomático do pânico que se apoderou dos nossos oligarcas de Bruxelas e Frankfurt. O Tribunal de Justiça Europeu acaba de voar em socorro do BCE concedendo-lhe o benefício... da defesa secreta ! O que isenta a fortaleza do sr. M. Draghi, já fora de todo controle democrático, de prestar contas do que comete se assim quiser. Algo que cai perfeitamente bem quando se sabe que esta decisão faz sequência a um pedido de documentos da agência Bloomberg no sentido de saber como a Goldman Sachs – onde oficiava um certo Mario Draghi – havia podido depenar a Grécia fazendo explodir sua taxa de endividamento. Martine Orange (Mediapart): "Quando o BCE viu o pedido destes documentos, recusou-se alegando que estavam ultrapassados. O embaraço das instâncias europeias era tanto mais manifesto pois o assunto punha em causa o seu controle, a responsabilidade da Goldman Sachs e fazia suspeitar de Mario Draghi". Como se vê, os caranguejos defendem com unhas e pinças os seus haveres e estão prontos para tudo, absolutamente tudo, a fim de não acabar no tribunal-caldeirão de uma justiça popular que não poderiam roubar. Não é só no frígido norte da Islândia que há bandidos, de difícil inocência presumível devido à perversão intrínseca do sistema a que servem, que neste momento estão inquietos . Mas perfilam-se em 2014 eleições que darão ampla oportunidade oara por esta roupa suja em cima da mesa. E, quem sabe, de aproveitar para chutar alguns trazeiros. Fonte:http://yetiblog.org/index.php?post/bce-sauve-qui-peut Tous aux abris ! La panique règne à la Banque centrale européenne (BCE) dirigée par Mario Draghi, suppôt comme chacun sait ou devrait savoir de la tristement célèbre Goldman Sachs. Alors les assiégés dressent les barricades pour sauver leurs coffres en péril. Deux éléments nouveaux viennent conforter cette impression, révélés l’un par l’allemand Deutsche Wirtschaftsnachrichten, l’autre par Mediapart. C’est quoi, cette embrouille Les Deutsche Wirtschaftsnachrichten (en clair, Nouvelles économiques d’Outre-Rhin) vient donner un éclairage avisé sur les dessous du plan de “sauvetage” de Chypre par la BCE. Contrairement à ce qui s’était passé avec la décote des emprunts grecs, celle des obligations chypriotes était tout bonnement impossible car elles étaient liées à d’ultimes garanties pour la BCE. Plus piégée que cette dernière par la déconfiture chypriote, tu meurs ! Avec la banqueroute des banques chypriotes, c’est la BCE soi-même qui aurait paumé quelques 12 milliards d’euros, et aurait déclenché un système automatique de transfert immédiat équivalent (Target 2) de la part des pays membres, en vrai argent sonnant et trébuchant. Trois milliards à débourser rien que pour l’Allemagne de Frau Merkel. On comprend mieux l’acharnement de la Troïka, et plus précisément de Mario Draghi, à “sauver” coûte que coûte ce qui pouvait rester de l’édifice bancaire chypriote. Quitte à pulvériser le tabou de l’inviolabilité supérieure des créanciers et des actionnaires. Quitte à violer les règles mêmes de l’UE en matière de liberté de circulation des capitaux. On comprend aussi que nos malfrats de Bruxelles aux abois ne peuvent plus laisser tomber l’euro sous peine de voir leurs protégés de créanciers perdre sèchement toutes les dettes issues d’un Target 2. Deutsche Wirtschaftsnachrichten : « Vu sous cet angle, le hold-up organisé des banques chypriotes est ce qu’il y a de moins grave. Draghi et les sauveteurs de l’euro ne se battent pas pour sauver Chypre, ils se battent pour leur propre survie. » La BCE sous la protection… du secret défense ! Mediapart, décidément seul et unique média français d’investigation qui se respecte, vient de lever un autre faisan symptomatique de l’affolement qui saisit nos oligarques de Bruxelles et de Francfort. La Cour de justice européenne vient de voler au secours de la BCE en lui accordant le bénéfice… du secret défense ! Ce qui exempte la forteresse de M. Draghi, déjà hors de tout contrôle démocratique, de rendre compte de ce qui y est commis si bon lui semble. Chose qui tombe parfaitement bien quand on sait que cette décision fait suite à une demande de documents par l’agence Bloomberg pour savoir comment Goldman Sachs — où officiait alors un certain Mario Draghi — avait pu plumer la Grèce en faisant exploser son taux d’endettement. Martine Orange (Mediapart) : « Lorsque la BCE s’était vu demander communication de ces documents, elle avait refusé au motif qu’ils étaient dépassés. L’embarras des instances européennes était d’autant plus manifeste que le sujet mettait en cause son contrôle, la responsabilité de Goldman Sachs et faisait peser le soupçon sur Mario Draghi. » On le voit, les crabes défendent becs et pinces leur panier et sont prêts à tout, absolument tout, pour ne pas finir dans le court-bouillon d’une justice populaire qu’ils n’auraient pas volé. Il n’y a guère que dans la froidure nordique islandaise que des malandrins, difficilement présumables innocents de par la perversion intrinsèque du système qu’ils servaient, sont pour l’heure inquiétés. Mais voici que se profilent pour 2014 des élections qui donneront amplement l’occasion de mettre ce linge sale européen sur la table. Et, qui sait, d’en profiter pour botter quelques culs.
 
 
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