O escândalo da privatização e do desmonte das ferrovias brasileiras
As recentes denúncias do Governo Roberto Requião sobre o lobby para o favorecimento das concessionárias da ferrovias privatizadas, abrem a oportunidade para debater o processo de privatização e sucateamento das ferrovias. Confira os artigos.

 

A piratização das ferrovias brasileiras e a festa da América Latina Logísta e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)

"As denúncias feitas pelo  Governadordo Paraná, Roberto Requião, sobre as relações entre Bernardo Figueiredo e o Ministro Paulo Bernardo no lobbye para o favorecimento da ALL e superfaturação da obra do projeto ferroviário que ligará o Paraná a Mato Grosso, através da Ferrosul, devem ser investigados.  Em 2005, a ex-deputada federal Dra. Clair, então no PT, juntamente com outros deputados que defendiam os ferroviários e o patrimônio Público, conseguiu impedir que a RFFSA fosse privatizada definitivamente num processo iniciado pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Não adiantou. Logo após perder o mandato, a rede foi totalmente privatizada, sem questinamentos sobre a dívida que a Vale do Rio Doce tinha com a empresa, e todas as irregularidades como o desmonte das ferrovias pelas empresas concessionárias. Chegou a hora de passar tudo isto a limpo. Confira as várias matérias já publicadas sobre o assunto "


ALL concessionária de tudo ?

"Esse empreendimento obscuro e assombroso, anárquico e absurdo, (que) possui o poder precioso, por si mesmo, de emitir em quantidade prodigiosa títulos sobre títulos, ações sobre ações, obrigações sobre obrigações. (...) a ALL – América Latina Logística aparece-nos como o empreendimento o mais temerário que tenha jamais saído dum cérebro como o do Bernardo".

É a história que se repete.

“Esse empreendimento obscuro e assombroso, anárquico e absurdo, (que) possui o poder precioso, por si mesmo, de emitir em quantidade prodigiosa títulos sobre títulos, ações sobre ações, obrigações sobre obrigações. (...) a Brazil Railways aparece-nos como o empreendimento o mais temerário que tenha jamais saído dum cérebro yankee...”

Esse primeiro texto onde colocamos a ALL e o Bernardo, leia-se Brazil Railways e yankee. É um texto do século passado do jornalista francês H.A. Bromberger e refere-se ao norte-americano Percival Farqhuar que chegou ao Brasil no início do século XX (1907)

E trata de como eram administradas as empresas de Percival Farqhuar, a partir da "Estrada de Ferro do Diabo", como era chamada a ferrovia Madeira-Mamoré nos confins da Amazônia.
Ficou pronta em 1912 para ligar Porto Velho a Guajará-Mirim, no atual Estado de Rondônia.
Milhares de trabalhadores morreram durante a construção, por doenças tropicais e acidentes. Existe uma lenda que sob cada um de seus dormentes existia um cadáver.

Farqhuar, logo que chegou ao Brasil, no inicio do século XX, rodeou-se de amigos importantes, como Alexandre Mackenzie e Ruy Barbosa. Serviu-se desses intermediários brasileiros, operou a compra da concessão de construção da Madeira-Mamoré e colocou um testa-de-ferro chamado Joaquim Catrambi.

Percival Farqhuar foi, no inicio do século XX, o estrangeiro mais poderoso do Brasil. Foi um homem capaz de montar um estado dentro do Estado brasileiro.

Sobre Farqhuar, escreveu Ivan Alves:

“...um pirata das finanças internacional, empregado ou diretor de empresas norte-americanas... caixeiro viajante da finanças internacional... Sua tentacular Brazil Raiways Company controlava toda a rede ferroviária gaúcha, geria a Sorocabana, tinha interesses na Paulista, na Mogiana...obteve os direitos da Vitória Minas Gerais...passou a dirigir o Port of Para e a Companhia do Porto do Rio Grande do Sul...onde montou armazéns frigoríficos, como no Rio de Janeiro. Afora isso, dispunha ainda de indústrias de papel, empresas pecuárias e de colonização, madeireiras, etc...”

A ALL – América Latina Logística já teve uma composição, no ano de 2005, onde 25% do bloco controlador eram geridos pelo GP/Garantia Parners, do Jorge Lehman que dividia o controle da empresa com Global Environment Fund, gestor estrangeiro de fundos de private equity. Com esses sócios somasse capital de fundações estatais (PREVI e FUNCEF) e outros como transportadora Delara, Carlos Sicupira, Marcel Telles.

Extrapolou as funções, diversificou suas atividades (portos, transporte rodoviário, terminais, armazéns, logística), abriu o capital e passou a captar, via Bolsa, recursos de porte.

É difícil, no presente, identificar os grupos econômicos que realmente controlam um empreendimento desses, tendo em vista a prática de construção de pirâmides societárias.

Quando é que a ALL, esse monstro financeiro, cujo negócio ferroviário, mesmo tendo 21.000 de rede no Brasil e Argentina, jogará o resto dos trilhos definitivamente no lixo, porque ganham muito mais em outros jogos , só financeiros ?

Na construção da estrada de ferro de Curitiba - Paranaguá, inaugurada em 1885, com seus 110 km de extensão, hoje sobre o domínio do coveiro All, 9 mil homens trabalharam na construção, 5 mil deles morreram.

Quem seria o nosso Farqhuar da ALL?

Jorge Lehman já esteve dentro da ALL e, com seus tentáculos financeiros, parecia ter esse perfil de Farqhuar. Mas saiu, não está mais.
Ou está?

Fonte: (Guilhobel)Gazeta de Novo

 

América Latina Logística está na mira da CPI das ferrovias

Ferrovias

América Latina Logística está na mira da CPI das ferrovias
04/03/2010
Fonte: Da Redação (www.cotiatododia.com.br)


Uma Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI em andamento na Assembléia Legislativa de São Paulo investiga a destruição da malha ferroviária do estado totalmente devastada.
A América Latina Logística - ALL, a mesma responsável pela via férrea que corta Caucaia do Alto e que recentemente foi responsável pelo maior acidente ambiental que se tem notícias dentro da Reserva do Morro Grande, é principal investigada.
De acordo com dados levantados pela CPI, presidida pelo deputado Vinícius Camarinha (PSB), a malha ferroviária brasileira tem cerca de 29 mil quilômetros, que são operados por 11 concessionárias. A que administra a maior parte da malha em São Paulo é a ALL e que foi apontada, ao longo das oitivas, como empresa que não cumpre algumas cláusulas do contrato de concessão, já que fecha oficinas e desativa ramais.
"As ferrovias foram dadas em pagamento a uma dívida que o Estado tinha com a União para o BNDES. Depois, foram privatizadas. Porém, as empresas que ganharam essa concessão não cumprem o que nós imaginamos ser o contrato adequado, que deveria ser de responsabilidade, de manter as ferrovias, manter o transporte ativo, não só de cargas, mas também o de passageiros", diz Camarinha.
Na última terça-feira (2) a CPI deveria ouvir o presidente da ALL, Bernador Hess, mas o Tribunal de Justiça concedeu liminar que anulou a convocação de Hess pela comissão parlamentar de inquérito, prejudicando a reunião.
O delegado da Polícia Federal de Piracicaba, Carlos Fernando Lopes Abelha, que investiga a situação do patrimônio pertencente à malha ferroviária paulista, também esteve presente.
Camarinha afirmou que, apesar da liminar, a CPI continuaria prestando esclarecimentos à população quanto ao desmanche da rede ferroviária. O deputado destacou ainda a ressonância do trabalho da CPI e disse que os trabalhos vão "investigar esta empresa que vem acabando com a ferrovia no Estado de São Paulo."
O deputado Edson Giriboni destacou o fato de a procuradoria da Assembleia Legislativa já estar agindo para derrubar a liminar, e crê que a mesma procuradoria pode avaliar as possibilidades de prorrogar o prazo da CPI, cujo andamento foi prejudicado pela ausência de Hess. Outra deputada que integra a CPI, Célia Leão, declarou: "Me causa espécie a ausência do senhor presidente, como se ele tivesse culpa no cartório". Para o deputado Mauro Bragato, "o presidente da ALL fugiu de prestar declarações".
Bragato ainda sublinhou a necessidade de ouvir Hess em função das provas apresentadas pela Polícia Federal. Em relação a este fato, Davi Zaia expressou sua opinião lamentando a ausência do presidente da ALL e os efeitos que isso pode causar na elaboração do relatório final. "Infelizmente, a nossa busca de esclarecimentos está sendo obstruída".
CPI tem prazo regimental, até o próximo dia 25 para reunir todas as provas de que as linhas férreas foram totalmente devastadas. Os membros terão mais 30 dias para elaborar relatório.
A situação da malha ferroviária paulista já foi alvo de CPI anterior, presidida pelo então deputado Carlos Braga (PP). A investigação concluiu que os contratos de concessão foram descumpridos, tanto do ponto de vista dos investimentos que as empresas estavam obrigadas a fazer pela preservação de patrimônio, como na parte operacional e de relações de trabalho. Porém, não há informação de medidas a respeito.
Esta não é a primeira vez que a empresa deixa de comparecer em reuniões em que é o foco das atenções. Em outubro do ano passado, foi convocada para prestar esclarecimentos sobre a duplicação de parte da ferrovia sob sua concessão dentro de áreas de mananciais e também não compareceu. A reunião foi convocada pelo Conselho da APA - Área de Proteção Ambiental - de Itupararanga. (leia aqui).
A ALL já foi pauta de diversas matérias do cotiatododia e por várias vezes entramos em contato com a empresa em busca de informações sobre investimentos e melhorias na ferrovia, sobretudo no trecho que corta o Distrito de Caucaia do Alto mas nunca obtivemos respostas.

Governo revê concessões
Privatizadas há 12 anos, as ferrovias brasileira estão sucateadas. De acordo com estudo realizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, além de pequena (28 mil quilômetros), boa parte da malha é subutilizada. Ainda segundo o estudo, apenas 10% ferrovias (3 mil kms) estão plenamente ocupadas. Outros 7 mil km estão sendo usados abaixo da capacidade e 18 mil km são subutilizados.
Em função disso, todos as concessões serão revistas. Trechos abandonados ou com baixa ocupação devem ser colocados em operação. A pedido da ANTT, as empresas - que faturam mais de R$ 12 bilhões por ano - estão mapeando as ligações subutilizadas de sua área de atuação. As concessionárias terão a opção de continuar com os trechos ou devolvê-los ao governo. Se optarem em continuar operando, terão que recuperar os trechos ruins.
 
MATÉRIA DE O GLOBO - “Ministério Público vai investigar patrocínio a festa da ANTT”
Publicada em 26/02/2010 - O Globo

BRASÍLIA – A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), presidida pelo economista Bernardo Figueiredo, comemorou em grande estilo o oitavo aniversário da agência, na noite da última quarta-feira, com um jantar-dançante organizado para receber cerca de 600 convidados, no Clube AABB, em Brasília. Mas há indícios de que a festa foi bancada com recursos públicos e até contribuições de entidades representantes das concessionárias que a ANTT fiscaliza.
O procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Marsico, prepara um pedido de informações à ANTT para averiguar se houve uso de verba pública no financiamento da festa.
Custo total da comemoração pode ter chegado a R$ 80 mil
A empresa de eventos F. J. Produções, que atende a ANTT, confirmou que foi responsável pela decoração e animação do evento. A contratação desses serviços ficou em torno de R$ 20 mil, mas o custo total da comemoração pode ter chegado a R$ 80 mil.
O jantar-dançante foi precedido de um coquetel variado, regado a espumante, uísque e vinhos importados. Na chegada, um grupo de atores saudava os convidados com trajes circenses que lembravam o Cirque de Soleil.
Cerca de 400 convidados compareceram à festa, incluindo funcionários e parentes. Houve até sorteio de uma tevê de plasma. A ANTT informou que a festa foi financiada com a venda de convites aos funcionários e acompanhantes, e que os preços eram variados, dependendo do cargo.
A agência terá que comprovar que não usou recursos públicos no evento
A agência nega o uso de recursos públicos para financiar o evento. Por meio de sua assessoria, a ANTT informou na noite desta sexta-feira que cerca de 400 pessoas foram a festa, pagando uma média de R$ 60 por pessoa; as cotas variavam de R$16 a R$120.
O Buffet Friburgo, que forneceu comidas e bebidas, informou que o pagamento dos serviços foi feito por meio de contribuições dos funcionários depositadas numa conta bancária. Os funcionários pagaram pelos convites, em média, R$ 50, mas não houve adesão de todos. As contribuições – mesmo se os 400 convidados tivessem contribuído com R$ 50 – só seriam suficientes para cobrir as despesas com a decoração e a animação, estimadas em R$ 20 mil.
- A agência terá que comprovar que não usou recursos públicos no evento – disse o procurador Marinus Marciso.
Bernardo Figueiredo foi assessor especial da Casa Civil antes de assumir a ANTT.
Código de ética do serviço público proíbe ajuda financeira privada
O uso de dinheiro público em festas como a da ANTT fere o princípio da moralidade na administração pública. No ano passado, a ANTT já havia comemorado o aniversário de sete anos com uma festa no Clube do Exército – outro elegante endereço de Brasília para grandes eventos -, que foi bancada por contribuições de entidades que representam as concessionárias fiscalizadas pela própria agência.
À época, a agência justificou as contribuições, alegando que o patrocínio não feria o código de ética do serviço público, pois não eram as próprias empresas fiscalizadas que estavam financiando o evento, mas as entidades que as representam. O código de ética do serviço público proíbe o recebimento de qualquer tipo de ajuda financeira de parte de entes privados. No caso, se confirmada mais uma vez a colaboração das entidades para a realização do evento, fica evidenciado o conflito de interesses entre os setores público e privado.

No ano passado foi assim.................
09 Março 2009 - ANTT GANHA PRESENTE DE ANIVERSÁRIO.
ANTT comemora sete anos de existência com festa paga por quem ela mesma deveria fiscalizar.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres realizou na noite de 18 de fevereiro, um galante jantar comemorativo aos sete anos de existência, nas pomposas dependências do Clube do Exército, às margens do Lago Paranoá, em Brasília.

ANTT foi criada para fazer a fiscalização e regularização da atuação das concessionárias de ônibus, ferrovias e rodovias. Porém, exálta-nos interessante detalhe: a comemoração foi bancada justamente por quem a ANTT deve fiscalizar, isto é, a raposa cuidando do galinheiro.

E que galinheiro! A ANTT é das maiores agências reguladoras, e detêm grande poder político, embora sua função é inerte, uma vez que o próprio Ministério dos Transportes poderia fazê-lo.
É a mesma coisa que um detento que cumpre pena qualquer presentear (sem ver problema algum) com uma festa de aniversário o juiz que o condenou (e o magistrado aceitar sem ver problema algum).

A relação dos “amigos” da ANTT são as Associações que conglomeram grandes concessionárias como a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística).

Comparecem mais de mil funcionários e colaboradores da ANTT, que detiveram o direito de entrarem acompanhados. Fartaram-se em festa bancada pelo suado dinheiro pago pelos usuários das rodovias pedagiadas no Brasil.


A agência informou que a festa não feriu seu código de ética porque quem pagou a conta não foram as empresas por ela fiscalizadas, mas as entidades que as representam.
Porém, sabemos que a realidade é contrária. As associações são as reais representantes das empresas concessionárias em todo o país, logo, as associações são as próprias empresas de pedágio.
 
Requião ameaça Paulo Bernardo com munição da Operação Satiagraha

Requião tem dito aos mais íntimos que tem em mãos a ata da reunião coordenada por Bernardo Figueiredo, que pautou todo o procedimento para que o ministro Paulo Bernardo, do PT, pedisse para Requião para aceitar a construção do trecho ferroviário Ipiranga a Guarapuava de 220 milhões orçado pelo DER e Ferroeste, por 550 milhões conforme Bernardo e Figueiredo.

Segundo Requião, na ata fica claro que Bernardo Figueiredo operava em favor das empresas privadas na área ferroviária, inclusive usando sua influência junto ao BNDES e outros bancos públicos. Requião também está de posse de gravações de conversas de Bernardo Figueiredo feita pelo delegado Protogenes na operação Satiagaha, quando Bernardo Figueiredo ainda trabalha na Casa Civil, como assessor de Dilma Roussef e um dos articuladores das obras do PAC.

Fonte: http://www.fabiocampana.com.br/
 
 

Veja como operou o Bernardo Figueiredo uma reunião que deu início ao caso Paulo Bernardo com o governador Requião

A ata da reunião, transcrita na íntegra, sob a coordenação de Bernardo Figueiredo, prova que o ministro Paulo Bernardo foi pautado por Bernardo Figueiredo para tratar com Requião da malha "Ipiranga / Guarapuava".

Malha de R$ 220 milhões que queriam empurrar um aval do governador para ser feita por R$ 540 milhões.



A reunião foi coordenada por Bernardo Figueiredo em 07/05/2007, das 9h00 às 12h00 na SALA DE SITUAÇÃO DE FERROVIAS.


Bernardo Figueiredo ainda era assessor da Dilma Rousseff na Casa Civil da Presidência da República; hoje é diretor-geral da ANTT.



NOTA: Os comentários do nosso site estão na cor rosa.



Primeira parte da reunião: Avaliação do Relatório de março/2007.

Bernardo faz apresentação geral do relatório consolidado, comentando que o esforço feito atualmente para prestar contas à sociedade tem mostrado a necessidade de se aprimorar o monitoramento. O sistema será aperfeiçoado, tendo como um objetivo, estar no próximo quadrimestre com as informações mais fiéis.

Informa ao grupo a definição das 3 cores atribuídas à situação da ação, foi uma avaliação final do Ministro (SE) Paulo Sérgio proveniente de discussões com a Ministra;



A VALEC (Bernardo já foi dirigente da VALEC) questiona quilometragem realizada na FNS (Bernardo informou ao Maurício Muniz – são 12 km prontos de infra-estrutura-terraplenagem).

Com relação à FNS, discutem a possibilidade do leilão para novas concessões ocorrer somente em outubro e não em julho como a VALEC havia postulado. Deverá ser avaliado com a STN a possibilidade de uma suplementação de verba (?) para a VALEC e rediscutir o cronograma. (suplementação de verbas ?! para a VALEC onde já trabalhou?!)

Quanto à questão entre DNIT e IPHAN na construção da ponte em São Félix, ocorrerá uma reunião na próxima sexta-feira para tratar especificamente deste assunto e dar uma decisão final.

Discussão sobre os Projetos Privados:

Segue-se apresentação com a presença das concessionárias ALL, MRS e FCA/CVRD.

Bernardo esclarece como os projetos estão sendo discutidos na Sala de Situação. A pauta dessa discussão será portanto, repassar os projetos privados. (?!)

Informa que os projetos foram separados de acordo com duas naturezas: os projetos privados e os projetos programados e executados pelo DNIT. Dentro dos projetos privados, existem os formatos Transnordestina e Ferronorte e os outros projetos privados (Ferroanel, Ipiranga-Guarapuava e algum projeto possível com a CVRD). (Aqui começa o negócio de 110km)

Informa ainda que foram alocados recursos para que o DNIT faça um estudo que aponte os gargalos existentes em toda a malha ferroviária e aponte também, onde devem ser feitas intervenções cirúrgicas mais imediatas (que geram maior ganho e onde podem ficar para outro momento).

É necessário ainda identificar o que faz parte das obrigações das concessionárias; ter claro o que é obrigação da concessionária e o que é obrigação do poder público e quais são as possibilidades de consenso.

Lembra que já houve um encontro anterior com a ALL. (Bernardo demonstra especial atenção com a ALL)

No próximo encontro com o setor privado, o DNIT deverá apresentar o produto do trabalho/estudo que está fazendo.

Apresentação de estudo do BNDES tendo como objeto o Ferroanel de São Paulo:

Foi feito o estudo com a MRS com o Ferroanel e sem o Ferroanel. A motivação do governo para realizar essa obra é o conflito que o trânsito ferroviário causa na RM de São Paulo.

Discutem as possibilidades jurídicas para o empreendimento. (?possibilidades?)

A MRS (Julio Fontana) informa que a empresa tem total apoio da CBTM; que de 31 kms, só restam 3 para serem acertados; que hoje o Ferroanel resolve o problema das cargas que passam dentro de São Paulo. Reforça: 70% sem segregação e 90% com segregação.

O governo do estado mostra-se aberto às discussões e deseja incluir também um ramal para a zona oeste; há um entendimento com a CBTM. Resta discutir quem vai arcar com as duas linhas que o governo do estado quer criar.

Bernardo esclarece que o governo federal tem a decisão de fazer o Ferroanel e que é importante que as definições jurídicas que venham a ser tomadas, sejam passíveis de se concretizar. Os instrumentos jurídicos serão definidos pelo Ministério dos Transportes e pela ANTT. O importante a definir é qual o impacto que a solução final terá sobre a concessão.

A meta é ter em 15 de junho um modelo (ou uma definição). O prazo de concessão é uma variável que deve ser considerada; a possibilidade da prorrogação da concessão; é a oportunidade de se discutir as concessões, pois estão fazendo 10 anos da privatização(???); a modelagem jurídica é algo a ser definido mais urgentemente, pois o objetivo principal é ter o Ferronel pronto em 2010. (Ferroanel pronta antes das eleições de 2010, prorrogação da concessão, impacto sobre a concessão?!)

A ANTT (Hilário) discorre sobre a posição da Agência (quanto a arrendamento, prorrogação de contratos, equilíbrio de contas)

Bernardo propõe como encaminhamento para essa discussão que em 15 de junho sejam apresentados os instrumentos/modelagem jurídica para a ação. MT e ANTT irão mapear todos os caminhos. A Sala de Situação irá acompanhar a discussão jurídica.

Quanto ao Ferroanel portanto fica encaminhado que, a princípio, na 2ª quinzena de junho serão apresentados os 2 trabalhos ( o da ANTT e do BNDES)

Com relação à extensão Ipiranga –Guarapuava, necessita se fazer o estudo de viabilidade(???). a modelagem do Ferroanel poderá ser aplicada a Ipiranga-Guarapuava. Na discussão sobre esta ferrovia, entra a questão da Ferrooeste. Será marcada reunião entre o Min do Planejamento e o governo do Estado do Paraná e deverá ser definido ainda quem irá fazer o estudo de viabilidade. ( Aqui o baton na cueca que comprova que já tentavam colocar o Requião na roda. Comprova também a afirmação do governado Requião que ouve a reunião)

Há uma discussão com o BNDES, no sentido do Banco ficar com a função de prestar assessoramento ao governo, mas é necessário uma definição legal. (Bernardo trabalha para trazer o BNDS para atender as concessionárias?!)

O representante da CVRD/FCA (Marcello Spinelli) discorre sobre possibilidades de investimentos da concessionária (re-equilíbrio do arrendamento, investimentos na Transnordestina, linhas viáveis e não viáveis, mas que podem se tornar viáveis)

A ANTT pretende resolver em breve as pendências, partindo para a construção de um cronograma com as concessionárias.

Bernardo refere-se à questão da repactuação dos contratos. (os contratos não estavam sequer com 1/3 do tempo de duração vencido e Bernardo já queria repactuação. Para atender quem o governo ou a concessionária?!) Há o problema hoje de linhas abandonadas ou sub-utilizadas, o que expõe o poder público; a questão dos ativos das empresas, que ficam abandonados(?) (ativos das empresas ?! ou da União cedidos na concessão)

Bernardo abre discussão sobre os contornos ferroviários, argumentando que as razões para se fazer os contornos são sociais e econômicas (?!). Entretanto, que há uma discussão necessária, anterior à definição de se fazer uma ação de contorno.

Hilário comenta sobre contornos, segregação, vedação de faixa. Informa que há contornos que não fazem nenhum impacto na concessão; que é feita uma avaliação da performance do sistema. Eventualmente pode ter uma intervenção positiva, econômica de transporte, mas que a ANTT não tem definido o que é melhor.

Bernardo discorre sobre as metas de segurança que as concessionárias buscam atingir; a modernização da ferrovia a capacidade de transporte, etc. e que isso poderia ser mensurado em algo que traduza o ganho da concessionária com o contorno. (O que? Mais ganho para a concessionária? Já não basta a tarifa e a indenização que a União terá de pagar as concessionárias depois do termino da concessão? Além do dinheiro do BNDES que não é pago e vira ação do BNDES-PAR?)

A MRS e ANTT comentam sobre o problema de cancelas.

Bernardo argumenta que é necessário uma seletividade nas propostas. Ter em mente que só será possível fazer o que realmente irá gerar ganho (econômico ou social) e que é necessário trazer as concessionárias para o foco das discussões com o DNIT. (só fazer o vai gerar ganho para quem?!) As concessionárias deverão ser ouvidas antes, ser parceiras do negócio. Ampliar também o contato com o BNDES. (Bernardo quer mais contato com o BNDES , por que ? Será possível que ele indica firmas que montam os projetos e que cobram para o dinheiro sair?!)

A MRS argumenta que é necessário uma visão de longo prazo. Um programa de longo prazo para solucionar o problema.

Bernardo encaminha uma próxima reunião para discutir sobre os contornos. Solicita que os parceiros (concessionárias, BNDES e ANTF) ajudem a dar o foco ao DNIT. Uma discussão ampla, não apenas de um determinado caso; questão de valores envolvidos. (Bernardo quer que concessionária ajude a dar foco ao DENIT. O que isso quer dizer? Por um acaso o Bernardo está querendo dizer que é a concessionária que deve dizer ao DNIT o que fazer para ela faturar mais?!)

Solicita ainda que a ANTT apresente nessa próxima reunião um ensaio de um projeto (aferir o ganho de produtividade das concessionárias com a construção dos contornos, impacto sobre a concessionária), para que possam discutir a metodologia. (aqui mais uma vez ele age como se fosse ainda dono da concessão - Bernardo foi dono da firma que hoje é a ALL América Latina Logística - está preocupado com a produtividade da concessionária e o impacto que decisões podem causar a concessionária?!)

A ANTF deverá ser convidada para a próxima reunião, a se realizar em 28 de maio.

Foram definidos os seguintes encaminhamentos.

Encaminhamentos/

Responsáveis/

Prazos:

CC/DNIT/IPHAN – questão ponte em São Félix (BA) – reunião em 11 de maio.

MT/ ANTT – apresentar Estudo/Avaliação – modelagem jurídica – 15 de junho.

BNDES – apresentar estudo também sobre modelagem para o Ferroanel – 15 junho

ANTT – apresentar um ensaio/estudo de um caso sobre o impacto dos contornos sobre as concessionárias – 28 de maio.



ALL - América Latina Logística, é questionada pelo Ministério Público Federal



“...Exatos 2.300 vagões, locomotivas e carros de passageiros abandonados em pátios ou à margem da ferrovia...”



"Hoje, os vagões estão sendo pilhados por vários drogados, que trocam peças por uma pedrinha de crack".


“...ladrões de peças e usuários de drogas que dormem ali. Entre os vagões que jazem ali para virar sucata onde estão locomotivas elétricas...”



“...os vagões foram abandonados depois do colapso do transporte ferroviário de passageiros, como também estações, residências, trilhos...”



Deu ontem (28/02) no O Estado de S.Paulo



Brinca-se em Bauru, município a 350 quilômetros de São Paulo, que todas as famílias ali descendem da ferrovia. Pai, mãe, tio, filho, sobrinho; toda casa que se preze na cidade tem alguém que já trabalhou ou ainda trabalha nas linhas que fazem de Bauru o maior entroncamento férreo do País. Até por isso, pelo orgulho que todos têm dessa história, algo na alma do bauruense está enferrujando. E sendo pilhado dia e noite, sem dó, sem controle, sem fiscalização.

Fonte: Gazeta de Novo
 
 
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