Seminário Dívida Pública Brasileira em Curitiba: O Maior desvio Recursos Públicos do País
 
Dias 10 e 11 de setembro, o Instituto Reage Brasil, em parceria com Direito para Todos, Sindicato dos Engenheiros do Paraná (SENGE-PR), Sindicato dos Bancários, Instituto Sócrates, UFPR e Sindicato dos Metalúrgicos, realiza, com a Coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fatoreli o seminário "O Maior desvio Recursos Públicos do País".
 
Programação - Setembro Dia - 9:00 horas- Sindicato Metalúrgicos- força sindical 9h00, no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (R. Lamenha Lins, 981, Rebouças, Curitiba-PR). Tarde - Congresso Economistas 19:00 horas - Lançamento do Núcleo Paraná da Auditoria da Dívida Dia 11/10 9:00hrs- Reunião Advogados- Senge- Shoping Itália- 22º andar 11:00 horas-entrevista coletiva com a imprensa Senge- 15.00 horas- gravação programas UFPR - 18:00 horas- debate UFPR- Praça Santos Andrade Estamos vivendo a Grécia desde 1983, diz brasileira que auditou dívida grega Luís Eduardo Gomes A auditora aposentada da Receita Federal e fundadora do Movimento Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fatorelli, esteve recentemente na Grécia participando do Comitê pela Auditoria da Dívida Grega, processo promovido pelo Parlamento do país com o auxílio de 30 especialistas internacionais. Nesta quarta-feira, ela concedeu uma entrevista coletiva para o Centro de Auditores Públicos do Tribunal de Contas do Estado/RS (Ceape), em que comparou a situação grega com a brasileira e salientou a necessidade de ser realizada uma auditoria nas dívidas da União e dos Estados, incluindo o Rio Grande do Sul. Para tentar escapar do colapso financeiro gerado por uma dívida impagável, a Grécia vem recebendo desde 2010 resgates da chamada Troika – Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) – em valores superiores a 200 bilhões de euros em troca da adoção de políticas de austeridade. Apesar dos bilhões europeus, a economia da Grécia vem naufragando nos últimos cinco anos (o PIB do país decaiu 25% no período) em decorrência da combinação de pagamentos de juros e implementação de políticas de austeridade. Segundo ela, este cenário estaria se repetindo no Brasil desde 1983, quando o governo brasileiro recebeu um pacote de socorro financeiro do FMI. A diferença seria que o Brasil tem mais riqueza para “sangrar”. “O que aconteceu na Grécia, de 2010 a 2015, quando o FMI passou a intervir na Grécia, é exatamente o que vem acontecendo no Brasil desde 1983, quando o FMI passou a intervir aqui. E hoje, apesar de ter pago a dívida para o FMI e até emprestar ao fundo, estamos sujeitos a mesma política, ao mesmo receituário que a gente já sabe que é um veneno: política de juros altos, privilégio para o setor financeiro, privatizações e o ajuste fiscal (corte de gastos)”, afirma. “É um modelo que o FMI impõe aos países, mas não deu certo em lugar nenhum. Inclusive, tem estudo publicado no site do FMI que diz isso”, complementa, salientando que, caso as medidas não sejam adotadas, há a ameaça de isolamento financeiro. Segundo cálculo do Movimento Auditoria Cidadã da Dívida, em 2015, o governo federal deve gastar aproximadamente R$ 1,35 trilhão com o pagamento da dívida público (entre juros e amortização), o que representa aproximadamente 47% do orçamento da União. Fonte: http://www.sul21.com.br/jornal/estamos-vivendo-a-grecia-desde-1983-diz-brasileira-que-auditou-divida-grega/
 
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